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Associação CAMICUBA Cabo-Verdianos amigos de... 04 Maio 2020

Associação CAMICUBA Cabo-Verdianos amigos de...

Associação CAMICUBA Cabo-Verdianos amigos de Cuba está a acompanhar a situação da pandemia da COVID19, que já afetou, pelo menos, 186 países do planeta, incluindo Cabo Verde e Cuba. Esta pandemia é, sem dúvida, a pior crise sanitária da história e o alastramento do vírus mostra claramente o lado negativo da globalização. Analistas do mundo inteiro consideram que estamos perante um inimigo invisível, em que todos somos potenciais vítimas. Contudo, mesmo sabendo dos riscos que corre a população, incluindo os profissionais de saúde, assim como aconteceu com a dengue e a ébola, uma vez mais os profissionais de saúde de Cuba estão na vanguarda para apoiar no que de melhor sabem fazer: salvar vidas. Há bem pouco tempo, alguns países do continente americano, de forma oportunista e maldosa, duvidaram do profissionalismo e da qualidade dos profissionais de saúde de Cuba, particularmente dos médicos. Na opinião da CAMICUBA, esses mesmos países, onde atualmente se observa uma desorganização total para controlar a pandemia, tudo fariam para ter profissionais e especialistas cubanos para os ajudar no combate à COVID19, que até este momento, já infetou mais de 3,2 milhões de pessoas no planeta, das quais mais de 230 mil perderam a vida.
Pelo conhecimento da Associação, os países lá onde estão os profissionais de saúde de Cuba, a população tem opinião diferente, ou seja, não duvida da qualidade e do profissionalismo desses colaboradores. A Associação tem acompanhado toda a evolução da COVID19 no mundo, incluindo em Cuba. É triste ver, que por causa do bloqueio comercial, económico e financeiros imposto pelo império a Cuba há mais de 60 anos, este país luta contra o coronavírus de forma desigual, ao comparar com o resto dos países. A cercania de Cuba ao império seria uma oportunidade, se não existisse o bloqueio. Neste momento, Cuba tem que pagar mais caro para obter alguns medicamentos, equipamentos, materiais e consumíveis de primeira necessidade, porque tem de os comprar nos mercados longínquos. As medidas de recrudescimento do bloqueio têm afetado a Cuba, a ponto de uma transportadora norte-americana ter-se recusado de levar a Cuba um donativo enviado pelo fundador da Alibaba “gigante eletrónico chinês”. Enquanto isso, hoje Cuba aparece mais uma vez, a dar lição de solidariedade. Perante esta situação, pergunta-se, como é possível que um país considerado o mais democrático do mundo, o defensor ímpar dos direitos humanos, não levanta o bloqueio imposto de forma injusta a Cuba, para lhe permitir obter medicamentos e outros instrumentos para fazer face ao combate do coronavírus, com mais condições, dentro do seu território.
Apesar das propagandas de difamação vindo do império e de alguns Governos da América Latina, entidades competentes de vários países, reconhecem o empenho, a competência e a qualidade dos profissionais de saúde de Cuba para salvar vida, mesmo ariscando a sua.
Para a Associação, Cuba é sinónimo de humanidade, solidariedade, salvar vidas, segurança, valores e inovação.
Confiamos em Cuba e no seu sistema de saúde; confiamos nos profissionais de saúde de Cuba; confiamos igualmente na disciplina e na responsabilidade que sempre caracterizou o povo de Cuba, particularmente nos momentos difíceis.
Mesmo com as difamações, com a tentativa de desacreditação da cooperação médica, com as medidas de recrudescimento do bloqueio, Cuba tem enfrentado a pandemia com muita eficiência, eficácia e perseverança.
A Associação considera que perante esta situação de uma clara violação dos Direitos Humanos, os países e as organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas e a Amnistia Internacional, deveriam, uma vez mais, levantar a voz bem alta para condenar de forma enérgica e com muita firmeza o fim de todas as medidas unilaterais contra Cuba e o seu povo, para que este país solidário, possa enfrentar a pandemia em pé de igualdade com os demais países do mundo.
Aproveitamos também para desejar a todos os profissionais de saúde, que estão em Cuba, em Cabo Verde e em outros países do planeta, muito sucesso e que sejam cautelosos.

Aproveitamos igualmente para agradecer ao Governo de Cabo Verde pela confiança na qualidade e no profissionalismo dos profissionais de saúde de Cuba, a Cooperação Luxemburguesa por apoiar Cabo Verde e ajudar a trazer os 33 especialistas cubanos e a Cuba pela cooperação e solidariedade com o povo de Cabo Verde. Estes profissionais de saúde irão reforçar a equipa nacional, que a associação considera, serem profissionais valentes, que lutam todos os dias, de forma incansável, para salvar a vida dos que vivem em Cabo Verde, particularmente os doentes da COVID19.

Parafraseando o Presidente de Cuba - Miguel Diz Canel “Cada um depende de todos e todos dependemos de cada um”. Se cada um fizer a sua parte, o mundo irá conseguir travar a evolução e erradicar esse vírus, que vai ficar para história.

Associação CamiCuba
01 de maio de 2020

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