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Associação Maense em Portugal já apoiou 1.975 jovens dos PALOP com formação desde 2014 28 Julho 2022

A Associação Maense em Portugal (AMP) já apoiou 1.975 jovens dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) desde 2014 com formação, incluindo profissional, licenciatura e mestrado, em colaboração com 25 escolas do ensino superior e profissional portuguesas.

Associação Maense em Portugal já apoiou 1.975 jovens dos PALOP com formação desde 2014

Segundo o presidente da AMP à Inforpress, Carlos Frederico, ao todo são 355 formandos do ensino profissional, 899 de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), 506 de licenciatura, 20 de pós-graduação e 195 de mestrado.

Temos vindo desde 2014/2015, insistentemente, apostado na formação – aquela que se tornou num dos principais pilares da nossa missão, e, enquadrado na política de descentralização de atuação fora de Portugal, nomeadamente no que concerne a oportunidades de acesso ao ensino profissional e superior no exterior, fizemos nascer este projeto, de forma a responder à satisfação das necessidades dos estudantes”, disse.

Para Carlos Frederico, é uma forma de contribuir de forma “positiva e significativamente” para a especialização, desenvolvimento profissional e desenvolvimento pessoal dos jovens, realçando que face às dificuldades apresentadas pelas famílias mais carenciadas, a AMP contribui com “reduções substanciais” no valor de propinas, através de protocolos estabelecidos com várias instituições de ensino.

Conforme o responsável, a AMP é uma organização sem fins lucrativos, que se rege por princípios estatutariamente consagrados que se alicerçam na democraticidade, representatividade, independência, igualdade e solidariedade, tendo como os seus principais vectores de atuação assentes na intervenção.

Essa intervenção passa, primeiramente, sobre a realidade da comunidade maense radicada em Portugal, promovendo e facilitando a sua integração social, e, em segundo lugar, sobre a realidade socioeconómica da ilha do Maio, através da execução de projetos de intervenção social, não só de carácter solidário, mas também de natureza formativa e preventiva, visando a coesão e desenvolvimento sociais da ilha.

Sentimos um enorme privilégio fazer nascer este projeto, de excelência, mais do que qualquer outro, pois se dedica à aprendizagem, contribuindo para formar pessoas que, pelas valências humanas e competências técnicas que possam adquirir, venham, por seu turno, formar uma sociedade melhor”, indicou.

Nesses 47 anos da independência nacional [05 de Julho de 1975], o presidente da AMP lembrou que Cabo Verde já passou por “momentos piores do que os atuais”, mas que hoje se pode orgulhar-se das parcerias internacionais que os sucessivos governos têm criado, especialmente com Portugal, permitindo a qualificação de quadros, com vista a permitir a elevação da formação de base da população ativa.

A verdadeira independência consegue-se através do empoderamento da nossa juventude, das nossas gerações futuras. E não existe ferramenta de empoderamento mais poderosa que a educação. Não deixemos penhorar o futuro da nossa grandiosa nação”, afirmou, acrescentando que a AMP gostaria de ver potenciados em Cabo Verde aquilo que são os conhecimentos, as competências e as experiências que os estudantes cabo-verdianos adquirem no exterior.

Ainda, para a AMP, que promoveu as comemorações do dia nacional de Cabo Verde, no passado sábado, 23, no município de Marinha Grande, na pessoa do seu presidente, manifestou a sua “grande preocupação” sentida neste município português, que tem dificultado no cumprimento do intento da associação, que tem a ver com a falta dos alojamentos para os jovens estudantes cabo-verdianos.

A maioria dos estudantes vindos a Marinha Grande, num ato de desespero, acaba por abandonar a cidade, visto que a mesma carece de residências. Deparados com esta situação, desistem de estudar, procurando apoio junto de familiares e amigos que residem noutras localidades do país”, explicou, garantindo que a AMP está disponível para junto com a autarquia local, buscar soluções e iniciativas que visem colmatar esta dificuldade.

Nas comemorações em Marinha Grande, estiveram presentes, o embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro, o presidente da Câmara Municipal de Marinha Grande, Aurélio Ferreira, a presidente do Instituto Superior Dom Dinis (ISDOM), Cristina Queiroz, entre outros convidados.

O evento teve como objectivo reunir a comunidade de Cabo Verde, numa mostra de música, dança, poesia e atribuição de certificados e medalhas a associados honorários à Câmara Municipal de Marinha Grande, à Embaixada de Cabo Verde em Portugal, ao Instituto Superior Dom Dinis e às empresas do concelho.

A Semana com Inforpress

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