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Associação de Cabeça Fundão inicia campanha de fixação de mais de quatro mil plantas fruteiras 08 Setembro 2020

A Associação de Cabeça Fundão começou, com a queda das últimas chuvas, a fixar, de forma directa ou indirecta, mais de quatro mil plantas fruteiras, sobretudo a de vinha, em vários pontos da comunidade.

Associação de Cabeça Fundão inicia campanha de fixação de mais de quatro mil plantas fruteiras

A produção e fixação das plantas fruteiras, segundo Nicolau Centeio, da Associação de Cabeça Fundão (ACF) enquadra-se no programa de Promoção das Oportunidades Socioeconómicas Rurais-Clima (Poser), sendo que as plantas estão a ser distribuídas e afixadas nos terrenos agrícolas dos mais de 40 habitantes da localidade de Cabeça Fundão, no município de Santa Catarina.

Além das plantas fruteiras diversas a associação e no âmbito do programa Poser vai fixar, com a queda das chuvas em quantidade no último final de semana, mais 3.500 plantas forrageiras tendo em conta que se trata de uma comunidade com forte tradição no sector de pecuária e com um número expressivo de criadores de gado, sobretudo caprino.

As actividades do programa Poser foram iniciadas no passado mês de Julho e têm um financiamento de cerca de dois mil contos, estando neste momento na fase de aberturas de covas e fixação das plantas fruteiras e forrageiras.

Fomentar a preservação do ambiente, promover o desenvolvimento económico e social sustentável e consciente, reforçar a cobertura da área verde, aumentar o número de plantas fruteiras, promover a melhoria de qualidade de vida da população e aumentar a renda das famílias, constam dos objectivos que a associação pretende atingir com estas actividades.

Para o membro da associação, a fixação das plantas fruteiras não é só uma realidade nesta comunidade situada ao sopé do vulcão a escassos metros da entrada de Chã das Caldeiras, mas é vista como um exemplo “de não baixar os braços e contribuir para a promoção do emprego e rendimento para muitas famílias da comunidade”.

Nicolau Centeio avançou à Inforpress que a associação vai trabalhar para, no futuro, a localidade, que tem potencialidade no domínio de viticultura, seja dotada de uma adega de produção de vinho assim como de um pequeno centro de transformação de frutas, salientando que a adega poderá nascer por iniciativa dos associados ou de uma cooperativa.

A associação está neste momento engajada na mobilização de água, estando em contacto com um dos parceiros para a construção de dois reservatórios de 500 metros cúbicos cada para recolha das águas pluviais, nomeadamente do asfalto que servirá para consumo animal e produção de plantas.

A associação em parceria com a associação de conservação e uso sustentável dos recursos, Projecto Vitó, produziu mais de cinco mil plantas endémicas com língua de vaca (Echium vulcanorum), fruncho (Tornabenea bischofii), cravo-brabo (Erysimum caboverdeanum) e dragoeiro (Dracaena draco), que estão afixadas nas áreas degradas do Parque Natural do Fogo (PNF), com destaque para a Bordeia.

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