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Associações pedem demissão de presidente da Federação Moçambicana de Atletismo 10 Agosto 2022

Associações provinciais de atletismo em Moçambique exigem a demissão imediata do atual presidente do organismo, Kamal Bradú, acusando a direção executiva da entidade de má gestão.

Associações pedem demissão de presidente da Federação Moçambicana de Atletismo

Segundo escreve Lusa, numa carta dirigida à Assembleia Geral da Federação Moçambicana de Atletismo e a que a Lusa teve acesso hoje, as associações provinciais de Gaza, Manica, Maputo, Cabo Delgado e cidade de Maputo acusam Kamal Bradú de não ter cumprido com as promessas eleitorais, exigindo um novo escrutínio para a escolha de um presidente.

“Solicitamos a criação de uma comissão de gestão, com vista a acautelar o funcionamento da Federação Moçambicana de Atletismo. Num prazo de 90 dias, a comissão de gestão deve organizar eleições na Federação Moçambicana de Atletismo”, acrescenta a carta.

A indignação contra a direção da Federação Moçambicana de Atletismo começou em meados de julho, quando, em resultado de uma denúncia do próprio presidente da entidade, as autoridades moçambicanas detiveram o treinador português de atletismo Alberto Lário por irregularidades na sua documentação.

O treinador, conforme a mesma fonte, uma figura que tem sido uma referência para novas gerações do atletismo em Moçambique, foi detido no dia 19 de julho e, segundo as autoridades moçambicanas, Alberto Lário estava em situação de irregularidade desde 2019, quando expirou a validade do seu Documento de Identificação de Residentes Estrangeiros (DIRE).

A detenção do treinador gerou uma onda de indignação entre os atletas moçambicanos, que decidiram organizar, na altura, uma marcha até ao edifício do Serviço de Migração de Moçambique, exigindo a libertação do “coach Lário”, como é popularmente conhecido em Moçambique.

O técnico português, que treinou e apoia vários jovens atletas moçambicanos, foi deportado no sábado, três semanas após ter sido detido, tendo sido também obrigado a pagar uma multa de cerca de um milhão de meticais (15 mil euros), escreve Lusa.

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