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AstraZeneca investiga se morte de locutora "saudável" da BBC está ligada à vacina 02 Junho 2021

O certificado de óbito de Lisa Shaw de 44 anos, locutora da BBC, indica a vacina como uma "provável" causa da sua súbita morte, no dia 27 devido a coágulos sanguíneos. A farmacêutica anglo-sueca anunciou esta terça-feira que decorre a investigação para determinar se a morte foi, ou não, causada pela vacina AstraZeneca.

AstraZeneca investiga se morte de locutora

Segundo a família, a locutora Lisa Shaw foi internada devido a coágulos sanguíneos "dias depois de lhe ter sido administrada a primeira dose da vacina" AstraZeneca contra a Covid-19.

"‘Lisa teve terríveis dores de cabeça" na semana seguinte à vacina. "Dias depois ficou tão doente que teve de ficar na UCI, devido a coágulos sanguíneos e hemorragia cerebral".

A possibilidade de que a morte da celebridade britânica Lisa Shaw, da BBC Radio, se deva à administração do inoculante da AstraZeneca é no entanto excecional. Segundo fontes da Saúde, é afinal a vacina da Pfizer que suscita mais problemas.

AstraZeneca em Cabo Verde

A vacinação com o imunizante anglo-sueco, iniciada em fins de março, segue o seu percurso neste país e até agora segundo as autoridades, não se verificam sequelas nem fatalidade relacionada.

Entre nós, a experiência com a administração da vacina da AstraZeneca — embora mais vezes referenciada, erroneamente, como causadora de efeitos secundários muito graves, até fatais — tem sido positiva. As pessoas vacinadas testemunham que sofrem sintomas como uma tontura na segunda hora após a administração, e eventualmente náusea. Mais raro, podem experimentar de novo tontura ligeira nas 24 horas seguintes. "E é tudo", explica um inoculado a um vacino-reticente.

Em Cabo Verde, a entidade reguladora garantiu, em meados de março, que a vacina da AstraZeneca é segura. Mais ou menos na mesma altura em que se fez a divulgação de que os dois últimos presidentes da República, Pires e Fonseca, estão inoculados com o imunizante anglo-sueco.

Esta atitude securizadora neste país aconteceu mesmo após a AstraZeneca ter sido suspensa em fevereiro na África do Sul, Coreia do Sul, Áustria — que em março a interditou depois de em fevereiro alertar que não é recomendável a sua administração aos maiores de 65 anos.

Note-se ainda que maugrado a defesa que a OMS faz da vacina da AstraZeneca, em março, a Noruega, Dinamarca e Islândia anunciaram que suspendem esta marca.

No mesmo sentido de Cabo Verde — que recebeu em março 108.000 doses do imunizante —, o Estado de Israel confia na AstraZeneca (Israel apoia 1ª vacina para crianças a partir dos 6 anos — AstraZeneca pioneira).

Fontes: BBC/sites especializados/Arquivos AS

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