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Atentado à liberdade de imprensa no Senegal: 6 meses de prisão para presidente da União Internacional da imprensa Francófona 17 Junho 2021

Um atentado à liberdade de imprensa no Senegal é como a imprensa internacional está a considerar a condenação a seis meses de prisão ao jornalista Madiambal Diagne, que gera onda de contestação a nível mundial.

Atentado à liberdade de imprensa no Senegal: 6 meses de prisão para presidente da União Internacional da imprensa Francófona

A condenação a seis meses de prisão e 5 milhões de cfa de indemnização ao renomado jornalista e atualmente Presidente da União Internacional de Imprensa Francófona(UPF), está a levantar uma onda de protestos não só de jornalistas a nível mundial como também de organizações internacionais, que acusam a justiça senegalesa de “negação à justiça” à esse profissional de imprensa e director de jornal. Diagne é acusado de injúria e difamação contra o juiz e presidente da União dos Magistrados senegaleses,Souleymane Téliko, num programa radiofónico.

O veredicto do Tribunal de Dakar foi lido esta quinta-feira, provocando já uma onda de reacções nos jornais nacionais e internacionais. Uma das primeiras reações chega da direcção da União Internacional de Imprensa Francófona(UPF), que acaba de “condenar veementemente” a sentença proferida contra o seu presidente Madiambal Diagne pelo Tribunal de Dakar.

Apesar do jornalista ter apresentado todas as suas provas em tribunal, os jornalistas francófonos consideram a decisão do juiz de “corporativista”. “Em muitos países, as penas de prisão por delitos de imprensa foram abolidas, em conformidade com as exigências de todas as organizações internacionais de jornalistas. Apesar disso, o nosso Presidente é vítima de uma injustiça flagrante” , reitera a nota dessa organização que considera o veredicto de “inaceitável num Estado de direito”.

“Apelamos a todas as nossas organizações em todo o mundo para que expressem o seu protesto ao governo senegalês e o seu apoio ao Presidente Diagne. A UPF pretende estabelecer contactos com as principais organizações internacionais de jornalistas para assegurar que o protesto seja amplificado e que a solidariedade seja desenvolvida”, conclui a nota que pede a todos os jornalistas a solidariedade para com o colega Madiambal Diagne que, recorda-se, não é primeira vez que é alvo de perseguição no seu país.

Em Julho de 2004, o director do “ Le Quotidien” foi preso por delito de atentado à segurança do Estado, por “divulgar notícias susceptíveis de causar graves agitações políticas e desacreditar as instituições" do Estado senegalês, mas viria a ser libertado após uma grande manifestação em Dakar e pressão das organizações internacionais de imprensa.

Caso Madiambal-Teliko

Madiambal Diagne, que permanece em liberdade esperando agora a decisão do seu recurso nas instâncias superiores, é condenado por difamação de Souleymane Teliko . Este juiz e também presidente da União dos Magistrados Senegaleses acusou o jornalista Madiambal Diagne de o ter difamado durante a sua participação no programa "Grande Júri" do RfM a 28 de Março de 2021.

Madiambal Diagne, dono do jornal Le Quotidien, declarara que Souleymane Téliko terá sido apanhado num relatório oficial da União Europeia por ter recebido ilegalmente despesas de uma missão para ir ao Chade relativamente ao caso Hussein Habré. Despesas essas que, segundo o jornalista senegalês, que terão sido totalmente suportadas pelo governo chadiano.

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