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Austrália “investiga” clínica do México que curou DGIP a 19 crianças com cancro terminal. Pais pediram diálogo entre médicos 25 Mar�o 2018

Austrália “investiga” clínica do México que curou DGIP a 19 crianças com cancro terminal. Pais pediram diálogo entre médicos

“Vão para casa construir memórias”, dizem os médicos da Austrália aos pais da criança com DGIP—Glioblastoma, cancro cerebral, incurável, certos de que a esperança de vida é entre seis e nove meses. Pais de dezanove crianças, inconformados, venderam tudo quanto tinha valor monetário, fizeram crowdfunding e outros pedidos de ajuda e rumaram a Monterrey.

A família Potts tornou-se "homeless", ou seja ficou sem a casa, vendida para obter, contando com a ajuda de muita gente, os 300 mil dólares (AUD, 20,6 milhões CVE) necessários para salvar a vida da pequena Annabelle.

Dezoito meses depois da data prevista da sua morte, a menina, agora com quatro anos, foi dada como curada, afastado que está, dizem os seus médicos mexicanos, o risco de recidiva. No regresso a casa, o pai dá entrevistas nos principais meios de comunicação. Certo da cura da filha, pede que o governo intervenha “para que os médicos australianos falem com os médicos mexicanos”.

A cura pioneira terá sido obtida com a reversão do processo de crescimento do carcinoma. Contrariamente, a classe médica considera o cancro do cérebro irreversível: “O que torna o glioblastoma incurável é o seu rápido crescimento” segundo o médico-cirurgião neurologista Sunit Das, do St. Michael’s Hospital, Canadá, ouvido pelo diário Global News.

Pressão faz governo australiano enviar neurologista ao México

O diário The Sunday Telegraph acompanhou, na clínica mexicana OCA durante seis meses, as famílias australianas deslocadas. O objetivo era ver como resultaria nesses meninos "doentes terminais” a terapia que combina imunoterapia e quimioterapia inter-arterial, utilizada no tratamento pelos médicos neurologistas Alberto Garcia e Alberto Siller.

As reportagens deste diário que acompanhou algumas famílias australianas na clínica mexicana têm sido comentadas pelos médicos australianos, que destacam a inexistência de publicações dos dois médicos, necessárias para validar a sua intervenção junto da comunidade médica global.

Os neurologistas Alberto Garcia e Alberto Siller responderam que estão “muito ocupados a tratar setenta pacientes, vindos de todas as partes do mundo”.

Este mês de março, os média referem que o governo australiano autorizou a deslocação ao México do especialista recomendado pela associação dos neurologistas. Na clínica OCA, o neurologista vai acompanhar o processo dos doentes deslocados. Será o princípio do diálogo.

Fontes: Referidas. Fotos 1. Na clínica, com o doutor Alberto; e 2. Annabelle Nguyen e Annabelle Potts, ambas de 4 anos, na clínica OCA de Monterrey, México, onde receberam tratamento para o seu tumor "fatal". Em março 2018, ultrapassado o prazo do risco, não há recidiva.

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