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Áustria: Governo cai após escândalo de chanceler adjunto ’caçado’ como espião da Rússia — Legislativas antecipadas 28 Maio 2019

O chanceler austríaco Sebastian Kurz, afinal, não passou a moção de confiança que o parlamento votou esta terça-feira, ao fim de uma semana turbulenta após o chanceler adjunto ter sido ’caçado’ numa gravação comprometedora em que surge como suspeito de aceitar dinheiro sujo da Rússia.

Áustria: Governo cai após escândalo de chanceler adjunto ’caçado’ como espião da Rússia — Legislativas antecipadas

Dezoito meses depois de ser empossado, aos 31 anos, como o mais jovem ministro da história austríaca, Sebastian Kurz (foto) convocou novas eleições dissolvido que está o pacto com o partido de Heinz-Christian Strache, caído em desgraçado.

A moção de confiança tinha sido agendada há uma semana, com o presidente do parlamento de Viena a entender que a sua discussão se faria após a eleição para o parlamento de Estrasburgo.

O Partido Popular, de Kurz, saiu vencedor da eleição da véspera, com 34,9%. O segundo passou a ser o Partido Social-Democrata com 23,4% suplantando o FPÖ, do agora caído Strache, com 17,2%.

Indícios de dinheiro sujo em gravação oculta

O número-dois do governo austríaco, Heinz-Christian Strache, filmado a discutir negócios ilegais para beneficiar o FPÖ (Partido da Liberdade, conotado com a extrema-direita), apresentou a sua demissão dois dias depois de emergir o vídeo no final da semana de 18 corrente, em plena campanha para as eleições europeias.

Segundo o "Süddeutsche Zeitung" e o "Der Spiegel”, que o divulgaram na sua edição da sexta-feira, 17, podem ver-se, além de Strache e de Elena Makarova, que se diz sobrinha dum oligarca russo, um intérprete e outro militante do FPÖ. Strache aborda formas de ganhar influência na comunicação social, referindo-se mesmo a alguns jornalistas como "prostitutas", enquanto Makarova diz querer "investir dinheiro não completamente legal na Áustria".

"Se nos ajudarem, conseguiremos não 27, mas 34% por cento", retorquia Strache, referindo-se às eleições que estavam prestes a acontecer. Agora, Heinz-Christian Strache pediu desculpa pelo erro, mas reafirmando nada ter feito de ilegal.

Fontes: DW.e/Washington Post/Euronews

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