Editorial

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Autárquicas 2020: Mindelo pode protagonizar mudanças políticas 17 Fevereiro 2020

Analistas atentos admitem que São Vicente, que contribuiu para a vitória do MpD em 2016, poderá experimentar mudanças políticas nas autárquicas de 2020. Um desiderato que pode resultar dos descontentamentos de munícipes face ao incumprimento das promessas do Governo de Ulisses Correia e Silva em relação à Ilha do Porto Grande e do perfil dos candidatos que vão perfilar na corrida à presidência da mesma autarquia, incluindo grupos de independentes que participarão no mesmo pleito eleitoral. Por isso, o que se espera é uma Câmara multi-partida, com uma possível aliança à direita ou uma geringonça à esquerda/centro esquerda.

Autárquicas 2020: Mindelo pode protagonizar mudanças políticas

A fazer fé nas informações agora recolhidas pelo ASemanaonline, tudo aponta que haverá pelo menos quatro candidaturas à Câmara de S.Vicente. A luta promete ser renhida entre os três partidos políticos com assento parlamentar e a sociedade civil. A maioria das forças na aposição e grupos independentes vão apostar em derrotar o Edil Augusto César Neves suportado pelo MpD, que está com mais de dois mandatos à frente da Câmara, apesar de ser alvo de fortes críticas por parte de munícipes.

O certo é que a UCID, com o líder António Monteiro ou outro candidato, vai participar na corrida. Terá como foco ampliar os seus resultados conseguidos nas últimas autárquicas, em que ficou como a segunda força política mais votada. Ou seja, a UCID ou Monteiro (será quarta candidatura) vai ver se é desta vez que chega à presidência do Município de São Vicente.

Já o PAICV, que retrocedeu-se para a terceira posição, pretende melhor o seu escore eleitoral em 2020. Por isso, aposta em concorrer com um candidato forte, que não seja Alcides Graças, o líder regional. Tem estado a sondar pelo menos duas figuras importantes da ilha para encabeçarem a equipa à Câmara Municipal. Podem surgir surpresas.

O que pode baralhar as cartas é a entrada na corrida do Movimento Sokols 2017, que já tem o seu candidato escolhido. É que esta organização da sociedade civil dirigida por Salvador Mascarenhas tem protagonizado várias manifestações de protestos contra as políticas do actual governo e da Câmara de Augusto Neves para a ilha. Por isso, aposta em capitalizar no máximo o apoio da sociedade civil para chegar ao cadeirão do Largo da Pracinha da Igreja.

Já o MpD não tem outra alternativa que não seja concorrer com a actual equipa, «isto face à teimosia de Augusto César Neves em se recandidatar a mais um mandato». Para observadores locais, o partido no poder prefere correr este risco de que concorrer com um outro candidato, já que Augusto César Neves poderia candidatar-se como independente, desafiando o seu partido.

Diante de tudo isto, o mais provável, segundo analistas atentos, é que, além da possível derrota do MpD, é que venha acontecer mudanças na Câmara Municipal de S.Vicente em 2020, em que não se descarta um executivo multi-partido: de maioria relativa à direita ( MpD e UCID) ou uma geringonça à esquerda/centro esquerda (Sokols 2017, UCID, PAICV). Este último cenário parece, no entanto, difícil, já que o Sokol 2017 tem estado a produzir discursos de equidistância aos partidos políticos. Vamos esperar para ver, já que na política não se pode dizer que «nunca beberei desta água».

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