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A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Autor do dicionário trilingue português, crioulo e francês empenhado na divulgação desta obra 10 Maio 2019

O emigrante cabo-verdiano em França há 33 anos José Moreno encontra-se em final de férias na sua terra natal, Santa Cruz, onde tem aproveitado a oportunidade para a divulgação do seu dicionário trilingue, Francês/Crioulo/Português, variedade da ilha de Santiago.

Autor do dicionário trilingue português, crioulo e francês empenhado na divulgação desta obra

Editada em finais de 2017 em França e lançado em Outubro de 2018 na Cidade da Praia (Palácio da Cultura Ildo Lobo), esta obra, ilustrada com 190 páginas, afigura-se como primeiro livro da autoria deste emigrante que ganha a vida como trabalhador de construção civil em Paris.

Em entrevista à Inforpress, José Moreno disse que esta obra foi projectada como um veículo para “minimizar o sofrimento dos cabo-verdianos” nos primórdios da sua labuta em França, porquanto funciona instrumento virado para facilitar a comunicação.

Moreno explicou que, à semelhança dos seus conterrâneos, também passou por dificuldades de comunicação em Paris, razão pela qual com, o decorrer dos tempos, caprichou-se para dar estampa este “primeiro dicionário trilingue”, que, a seu ver, tem vindo a ter um grande impacto, não só junto das crianças no facilitar a sua actividade educativa, mas também junto dos adultos nos seus postos de trabalho.

Revelou que teve cinco anos na estrada a trabalhar este dicionário até a sua edição, mas que o sonho se tornou realidade ao colocar no mercado este trabalho literário, que o mesmo considerou ser de extrema importância para, de uma maneira geral, contribuir para facilitar a comunicação entre os cabo-verdianos e portugueses que laboram em França.

O livro, especificou, tem vindo a corresponder à expectativa por que foi criado, confessando que não só surpreendeu a comunidade cabo-verdiana radicada em Paris, essencialmente os mais próximos, que desconheciam a sua paixão pela escrita, como também ele mesmo ficou surpreso pelo contributo que este dicionário “tem vindo a ter na comunidade emigrada”.

“Sempre tive a ideia de fazer algo, bem grande, para a minha terra. Este foi sempre o meu sonho, desde criança, e penso ter cumprido esta minha promessa de uma maneira essencial e que terá grande contributo num país como o nosso, votado à emigração”, asseverou José Moreno, que contou com a Edição de Aquiprint em Paris.

Já que ganhou o gosto pela escrita, José Moreno avançou que doravante vai trabalhar para uma melhor divulgação desta obra, pelo que estuda ainda a possibilidade da sua difusão em Portugal, junto do Ministério da Cultura português, à semelhança do que aconteceu em Cabo Verde.

Tudo isto, explica, vai se realizar no seu “time”, pois que, atestou, esta obra tem o seu custo, suportado na totalidade pelo seu próprio autor, pelo que pretende criar uma rede para a sua divulgação junto dos emigrantes e, sobretudo, dos turistas.
Orgulhoso com a empreitada, o autor pondera já apresentar ao público uma nova surpresa neste mundo da cultura.

Natural de Matinho (Boca Larga), no interior de Santiago, José Moreno emigrou em 9981 para Portugal na companhia dos pais, onde permaneceu três anos, já que em 1984 trocou as terras lusas pela França país onde reside até agora, refere a Inforpress.

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