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Autoridades de Cabo Verde associam redução de visibilidade à erupção nas Canárias 15 Outubro 2021

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) de Cabo Verde informou hoje o país regista nos últimos dias uma redução da visibilidade, causada pela presença de partículas na atmosfera, que poderão estar associadas à vulcânica nas Canárias.

Autoridades de Cabo Verde associam redução de visibilidade à erupção nas Canárias

"Nos últimos dias, tem-se no arquipélago, a redução da visibilidade causada pela presença de partículas na atmosfera, transportadas pelo fluxo norte/nordeste, que poderão estar relacionadas com o aumento contínuo da quantidade de partículas resultantes do fenómeno eruptivo, em curso nas Canárias", informou aquele instituto em comunicado de imprensa.

Segundo a mesma instituição, os dados registados nos observatórios na Praia e no Mindelo continuam a mostrar que não existem evidências do aumento da concentração de gases, nomeadamente o dióxido de enxofre (SO2) e monóxido de carbono (CO), na superfície.

"Contudo, não se descarta a possibilidade da presença de eventuais partículas de dióxido de enxofre (SO2) na alta atmosfera", alertou, notando que, além de diminuir a visibilidade, o aumento da concentração destas partículas na atmosfera reduz a qualidade do ar, pode afetar a saúde pública e as atividades socioeconómicas, nomeadamente operações aéreas e marítimas.

"Pelo que devem ser seguidas as medidas de precaução divulgadas pelas autoridades da saúde e proteção civil", apelou o INMG, garantindo que vai continuar a fazer o acompanhamento permanente da evolução do estado do tempo.

Na quarta-feira, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou que uma nuvem de dióxido de enxofre emitido pela erupção do vulcão Cumbre Vieja, em La Palma, Espanha, atingiu a Península Ibérica e deverá estar na atmosfera até hoje.

Usando previsões do modelo do Serviço de Monitorização Atmosférica do programa de observação por satélite europeu Copernicus, a "intrusão de dióxido de enxofre" está acima dos 3.000 metros de altitude, "não afetando por isso as concentrações deste gás à superfície".

A concentração máxima do gás deverá atingir 46 microgramas por quilograma a 6.000 metros de altitude, prevê o instituto, que "acompanha de perto a evolução da situação", segundo uma nota emitida na terça-feira.

Produto comum das erupções vulcânicas, o dióxido de enxofre costuma encontrar-se em concentrações pequenas na atmosfera. É tóxico quando inalado.

A lava do vulcão de La Palma, que entrou em erupção no dia 19 de setembro, ocupa atualmente 656 hectares e já afetou mais de 1.500 construções naquela ilha do arquipélago das Canárias, onde 20 terramotos foram registados nas últimas horas.

Segundo as medições do Copernicus, a lava ocupa 656 hectares e já afetou 1.541 construções, das quais 1.458 foram destruídas. A Semana com Lusa

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