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Aventura espacial: Juno resolve mistério do raio de Júpiter 09 Junho 2018

A aventura espacial começou quando um nosso longínquo avô ergueu os olhos para o céu numa noite estrelada e começou a imaginar. Viu uma estrela brilhante e deu-lhe o nome dum antepassado, que com o tempo virou um deus supremo.

Aventura espacial: Juno resolve mistério do raio de Júpiter

Júpiter, nome do deus supremo que comandava o céu com todos os seus fenómenos (raios, relâmpagos, trovoadas, tempestades), foi a designação dada pelos astrónomos romanos à estrela maior. Mais de mil anos depois, apurou-se que era o planeta maior, com uma dimensão em que caberiam todos os demais do nosso sistema solar.

O quinto planeta, distante 869 milhões de quilómetros do nosso. O vazio imenso que nos separa pôde ser ultimamente transposto graças à sonda da NASA denominada Juno. Que outro nome podia ter senão o o da esposa de Júpiter, Juno, que os romanos conceberam como deusa suprema dotada do imenso poder de sondar o inescrutável?

Sondar o que está por trás das densas nuvens era uma aventura impossível ao ser humano. Até que Galileu adquiriu a luneta utilizada pela marinha holandesa e a adaptou à observação estelar, a tal ponto que passou a ser conhecida por ‘luneta de Galileu’ graças à importante descoberta que permitiu em 1610. Nessa noite de 7 de janeiro ao assestar esse primitivo telescópio sobre o céu, Galileu viu as quatro estrelas maiores de Júpiter que são Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Hoje sabemos que há mais 60, todas menores que os quatro satélites de Galileu.

A sonda Juno foi lançada em 2011 com a missão de proceder à recolha de dados sobre a gravidade e o campo magnético do maior planeta.

Os dados recolhidos têm vindo a ser analisados. A luz que percorre em menos de uma hora (48’19) os 869 milhões de quilómetros que nos separam. Ou as tremendas tempestades do planeta.

Fontes: Phys.org./NASA

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