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BM aprova crédito de 30 milhões de dólares para projectos de resiliência do turismo e economia azul em Cabo Verde 02 Junho 2022

O Banco Mundial aprovou terça-feira um crédito da Associação Internacional de Desenvolvimento no valor de 30 milhões de dólares para financiar os projectos de Desenvolvimento Resiliente do Turismo e Economia Azul em Cabo Verde, com duração de cinco anos.

BM aprova crédito de 30 milhões de dólares para projectos de resiliência do turismo e economia azul em Cabo Verde

Os projectos financiados, de acordo com uma nota de imprensa do Banco Mundial (BM), vão contribuir para objectivos críticos, nomeadamente para a melhoria sustentável da diversidade da oferta do sector turístico em mais ilhas e segmentos de mercado, bem como permitir uma maior participação e ligações das comunidades locais nos dividendos económicos que advêm do turismo.

Ainda segundo a nota de imprensa, na primeira fase, as intervenções integradas e transsectoriais do projecto abrange destinos nas ilhas de Santiago, Santo Antão, São Vicente e Sal, incluindo o desenvolvimento de infra-estruturas resilientes de turismo e economia azul.

As mudanças, refere o documento, versam a melhoria de trilhos de trekking, restauro de património histórico-cultural, passeios marítimos, cais de pesca e mercado, e uma estrada de acesso crítico, e apoio ao sector das PME locais e empresas lideradas por mulheres no fornecimento de serviços e produtos sustentáveis.

Será igualmente concedido um co-financiamento complementar de 5 milhões de dólares através de uma subvenção do Programa Global para o Fundo Fiduciário Multidoadores da Economia Azul.

O Banco Mundial acrescenta ainda que o sector turístico em Cabo Verde registou um crescimento “excepcional” nas últimas duas décadas, sendo visto como um motor crucial de crescimento e criação de emprego, que pode alcançar um valor estimado de 25 por cento do PIB.

A pandemia de Covid-19 representou, segundo a mesma fonte, um grande revés, com as chegadas a colapsar em cerca de 75 por cento em 2020, afectando o turismo e os sectores auxiliares de forma dura.

Para além do choque económico sem paralelo, a pandemia, sublinha a mesma nota, destacou também desafios estruturais no sector, incluindo a concentração excessiva de chegadas em duas ilhas e num único segmento de mercado, ligações fracas com as cadeias de abastecimento local, e questões de sustentabilidade ambiental, em particular nas zonas costeiras.

Perante tais desafios o projecto proposto apoia a visão e estratégias nacionais, nomeadamente o Programa Operacional do Turismo e o Plano Nacional de Investimento para a Economia Azul, visando a promoção do turismo sustentável e a conservação dos recursos naturais com benefícios para as comunidades locais, cita a nota de imprensa. A Semana com Inforpress

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