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Balança comercial de Cabo Verde agrava-se 10,5% e anula recuperação de 2020 02 Fevereiro 2022

A balança comercial de Cabo Verde voltou a ser deficitária em 2021, em 642,8 milhões de euros, aumentando 10,5% e anulando a recuperação no ano anterior, de acordo com dados oficiais compilados hoje pela Lusa.

Balança comercial de Cabo Verde agrava-se 10,5% e anula recuperação de 2020

Segundo dados do relatório provisório do Instituto Nacional de Estatística (INE) com Estatísticas do Comércio Externo no quarto trimestre de 2021 — com dados dos restantes trimestres -, as exportações aumentaram 1,3% em todo o ano, face a 2020, para 5.169 milhões de escudos (46,5 milhões de euros), e as importações cresceram 9,9%, para 76.563 milhões de escudos (689,3 milhões de euros).

Já as reexportações aumentaram 26,6% face a 2020, para 18.948 milhões de escudos (170,6 milhões de euros).

Com este desempenho, a balança comercial de Cabo Verde voltou a ser negativa em 2021, em 71.394 milhões de escudos (642,8 milhões de euros), anulando por completo a melhoria (-10,6%) de 2019 para 2020, que foi então o melhor resultado anual — deficitário em 64.593 milhões de escudos (583,5 milhões de euros) -, desde 2016, segundo o histórico do INE, sobretudo devido à queda nas importações, face à pandemia de covid-19.

O INE identifica que no quarto trimestre de 2021 o continente europeu continuou a ser "o principal fornecedor" de Cabo Verde, com 72,8% das importações, com Portugal a liderar, com um peso total de 47,7%. Seguiram-se na lista dos principais exportadores para Cabo Verde no último trimestre de 2021 a China (7,3%), Espanha (6,1%) e Países Baixos (5,7%).

A Europa continuou a ser igualmente o "principal cliente de Cabo Verde", absorvendo 92,3% do total das exportações nos últimos três meses de 2021, numa tabela que, por país, é liderada por Espanha, com 66,6% do total das vendas cabo-verdianas ao exterior.

Os produtos mais exportados por Cabo Verde continuaram a ser os preparados e conservas de peixes (76,8%), o vestuário (7,3%) e o calçado (4,4%). A Semana com Lusa

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