ECONOMIA

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’Anonymous’ diz ter 35 mil documentos prontos para descarregar com segredos do banco central russo — Rússia desmente 25 Mar�o 2022

O grupo de ciberpiratas "Anonymous" anunciou esta quinta-feira — 1º mês da invasão russa e guerra na Ucrânia —que entrou no sistema do banco central da Rússia e ameaça que vai revelar os seus papéis. A entidade reguladora do sistema bancário da Rússia nega.

’Anonymous’ diz ter 35 mil documentos prontos para descarregar com segredos do banco central  russo — Rússia desmente

O coletivo mundial ’Anonymous’ ameaça expor segredos do banco central russo — 35 mil docs prontos para descarregar, que diz ter hackeado. Diz que essas peças documentia estão prontas para descarregar.

Os media de referência têm sido cautelosos acerca do que se apresenta como uma informação duvidosa, que começou a circular na noite de quarta-feira (hora do GMT-Ocidente).

Cerca de dez horas após o primeiro de sucessivos posts do Anonymous na sua conta Twitter, que pouco a pouco começam ser reproduzidos na imprensa mainstream, a agência oficial TASS divulgou um comunicado remetido pelo Banco Central.

“O Banco da Rússia nega toda a informação sobre uma possível ciberpirataria a um dos seus sistemas de informação”.

Há dezanove anos que o Anonymous se tornou uma marca com uma missão. O “anónimo” — autoqualificativo do grupo de internautas que desde 2003 começaram a organizar anonimamente ações de protesto — mudou de adjetivo para substantivo, com a máscara do alegado soldado católico inglês envolvido num alegado regicídio ao protestante James responsável pela nova versão (anglicana) da Bíblia.

Estudo revela. O canal CNBC, dedicado à economia dos EUA, noticia hoje que a autoria dos ciberataques contra os interesses russos — reivindicados desde o dia 24-2 por vários grupos de hackers – é confirmada e maioritariamente obra dos Anonymous.

Sob sanção do Ocidente, Austrália, Japão ...

A União Europeia, Estados Unidos e Canadá, primeiro, depois a Austrália e Japão chegaram a acordo para banir a Rússia do Swift, o sistema internacional de pagamentos. A decisão saudada pelo presidente Zelensky só surgiu após forte pressão da Ucrânia apoiada pelo Reino Unido, Estónia, Lituânia e Letónia.

O presidente ucraniano saudou a decisão de banir a Rússia da rede de pagamentos Swift, o sistema criado em 1973 por bancos de diversos países e que hoje é fundamental para transações eficazes de valores financeiros em todo o mundo.

A decisão surge depois que o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, dirigiu na sexta-feira um discurso intenso — "Eu não serei diplomático sobre isto", avisou — aos líderes mundiais hesitantes em agir. Assertivo disse que teriam "as mãos sujas de sangue" por não agirem.

A Alemanha e o Japão após hesitações decidiram, como anunciaram dois dias depois da reunião dos primeiros, aderir ao banimento da Rússia.

Nesse mesmo dia em que o seu país aderiu à medida do "Ocidente", o bilionário Hiroshi “Mickey” Mikitani divulgou o teor duma carta ao presidente Zelensky em que oferece um bilião de ienes (cerca de um milhão de contos) à Ucrânia. O donativo destina-se a "atividades humanitárias de ajuda aos ucranianos vítimas da violência" no seguimento da "invasão que desafia a democracia", escreve o fundador do Rakuten, gigante do comércio eletrónico japonês, segundo o Times of Japan.

Negócios à parte...

Nesta decisão de "russos fora do Swift" — à qual o presidente da Ucrânia agradeceu ao ’Ocidente’ — não escapam críticas dirigidas a este banimento parcial. Mais audível porém é a que contesta a medida que protege o maior banco russo, o Sberbank PJSC, e o banco de co-propriedade do gigante Gazprom.

...

Fontes: CNBC/Financial Time/BBC. Foto (BBC/Reuters): SWIFT-Sociedade para a Telecomunicação Financeira Mundial entre Bancos. A rede é propriedade conjunta de mais de 2 mil bancos e instituições financeiras. A sua gestão cabe ao Banco Nacional da Bélgica, em parceria com o americano Federal Reserve e o britânico Banco da Inglaterra, além de outros grandes bancos centrais em mais de 200 países e territórios em várias partes do mundo.

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