OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Basta do modelo de funcionamento da função Pública/Empresas Públicas nas mãos dos eternos partidos políticos em Cabo Verde, alternando 13 Dezembro 2019

O rendimento interno bruto é mal distribuído em Cabo Verde, 3/4 do bolo é devorado na esfera politica da governação, e ¼ a ser distribuído para a população restante, razão do nível alto de pobreza e taxas de desemprego elevados, enquanto vimos a pequena franja de população a tornar-se cada dia mais rica, num pais onde todos conhecem a origem humilde de todos, onde recursos naturais são nulos, e os tão falados recursos humanos a desvanecer, cada dia mais frágeis e desinteressados, e com uma boa franja da juventude a enveredar pela chamada vida fácil.

Por: Efrem Soares*

Basta do modelo de funcionamento da função Pública/Empresas Públicas nas mãos dos eternos partidos políticos em Cabo Verde, alternando

É urgente que o povo assuma aquilo que é seu por direito, através do controlo permanente da gestão, que é feita aos pertences da Nação, por aqueles que supostamente são eleitos como pessoas de bem, para conduzir o País.

Em Cabo Verde existiu, e continua a existir, na gestão da coisa pública, aquilo que podemos chamar de “Gestão política partidária exagerada”, dentro da máquina do estado, por falta da fiscalização da parte do povo e dos órgãos que a constituição confere plenos poderes para tal.

Nas autarquias, sentimos que representantes eleitos pelo povo, que normalmente são gestores políticos, que em princípio deveriam fazer uso dos planos estratégicos de transformação e de criação de melhores condições de vida para as populações, de acordo com as propostas, apresentadas no período das eleições, veem continuamente desviando dos objetivos, por razões óbvias de manipulação, para manutenção no poder, ao desviarem recursos municipais para financiamento de projetos sociais sem enquadramento e mesmo dentro da instituição proporcionar viagens constantes para dentro e fora do País, em benefícios pessoais, que não trazem retornos aos cofres do estado, à instituição e à sociedade.

Nós contribuímos, através dos pagamentos dos impostos, que são medidas justas de financiamento do estado e do nosso território municipal, em que todos devemos contribuir para o alargamento da base tributária, para que futuramente possamos todos tirar melhores benefícios, por isso é de toda justiça, que aja, um forte controlo sobre a utilização das mesmas.

Infelizmente, não é o que vimos constatando na função publica e nas empresas publicas. Apesar de leigo na matéria, penso eu de que os detentores de cargos políticos não deveriam exercer cargos de relevância dentro ministério publico e nas empresas publicas, que exigem princípios e métodos de conduta totalmente diferentes da ideologia partidária.

É mesmo assim! trabalhar no ministério publico e nas empresas publicas exige disciplina e rigor, atitudes que a maioria dos políticos desconhecem, essas máquinas publicas pedem produção e apresentação de contas, coisas que nunca vão ter, porque os técnicos/políticos empolgam principalmente nos períodos eleitorais.

Políticos usam represália/proteção, mediante ideias técnicas contrárias ou a favor dos seus objetivos, sem ter em conta o contexto técnico, método, que normalmente deveria ser repelido nas máquinas de produção do estado, que devem por ética e profissionalismo, apresentar conta e trabalho feito de melhor qualidade possível, trazendo assim, problemas técnicos e ambientais às vezes graves, que são assumidos pelos contribuintes, agravando mais as condições de vida , normalmente desejada e criando desconforto no sei da população.

O rendimento interno bruto é mal distribuído em Cabo Verde, 3/4 do bolo é devorado na esfera politica da governação, e ¼ a ser distribuído para a população restante, razão do nível alto de pobreza e taxas de desemprego elevados, enquanto vimos a pequena franja de população a tornar-se cada dia mais rica, num pais onde todos conhecem a origem humilde de todos, onde recursos naturais são nulos, e os tão falados recursos humanos a desvanecer, cada dia mais frágeis e desinteressados, e com uma boa franja da juventude a enveredar pela chamada vida fácil.

Em cabo verde, político é sinonimo de viagem, os nossos governantes políticos passam mais tempo a bordo dos aviões do que nos próprios gabinetes, idem para aqueles que exercem cargos paralelos nas empresas publicas, técnico/politico.
Os Cabo-Verdianos já não têm os pés assentes no chão, como antigamente, é preciso ter muita atenção à nossa fragilidade, porque andamos a passar valores enganosos às novas gerações que pode custar caro num futuro não muito longo, caso medidas não forem tomadas para reverter a situação.

Os flagelados do vento leste resistiram as tempestades calamitosas, mas, no contexto atual, tenho sérias dúvidas se será isso possível, que Deus, não permita porque andamos à procura, e duvido da nossa valentia.

A produção é fraca e poucos são os que querem trabalhar de verdade, “ todos estão se sentindo”, até agora não consegui perceber esta atitude que já se vincou na sociedade Cabo-verdiana. E uma coisa tenho certeza: a culpa é nossa, porque os nossos pais foram humildes, mas nos passaram valores que nos fizeram chegar até onde estamos hoje, só que baralhamos tudo e já estamos perante as consequências.

A vaidade e a ganância não esta a nos deixar enxergar, valha-nos Deus,
LONGA VIDA À NOSSA MORNA, PATRIMÓNIO CABO_VERDIANO e PATRIMÓNIO IMATERIAL MUNDIAL.
Festas felizes a todos os Cabo-verdianos, que a paz e justiça social reinam entre nós.
— -
*Cidadão atento e preocupado.

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