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Biden: "Mundo está a condenar" — Sirenes em Kiev, já há vítimas — EUA contra Rússia na NATO "fizeram de nós um inimigo", diz Putin 24 Fevereiro 2022

As sirenes anti-aéreas da capital ucraniana começaram a soar na manhã desta quinta-feira 24, a confirmar o bombardeio da Força Aérea da Rússia no país vizinho cercado a norte, sul e leste. A população dividiu-se entre os ficaram em casa como recomendado e os que correram a refugiar-se nos bunkers ou fugiram para fora de Kiev.

Biden:

O objetivo de Putin é que a Aliança Atlântica retorne às suas linhas de 1997 e renuncie à arquitetura de segurança da Guerra Fria. Para isso, mostrou-se em força nos últimos dias: 130 mil ou 190 mil homens, blindados a avançar para mais perto das cidades a norte, sul e leste, mais de 30 navios da frota do Mar Negro deslocados de Sebastopol, um exercício militar conjunto com a Bielorrússia.

Esses sinais tiveram interpretação dúbia: seriam, não seriam? Bluff, da estratégia para ganhar a guerra psicológica.

O ataque desta madrugada terá surpreendido meio mundo. Surgiu após tentativas de mediação do "Ocidente", embora a posição dos Estados Unidos tenha sido mais indicativa de que a primeira-potência quer mesmo a guerra.

E o presidente Zelensky, pouco antes de invasão russa, já tinha afirmado estar-se perante ’um provável início de grande guerra na Europa’.

EUA contra Rússia na NATO, "fizeram de nós um inimigo", diz Putin

A Rússia quis aderir à NATO e pediu isso a Clinton em visita oficial a Moscovo em 2000, como Putin revelou recentemente. "Ficou claro que os EUA não estariam abertos a essa possibilidade", lamentou o presidente russo. Entretanto a NATO expandia-se para as repúblicas saídas da fragmentação da URSS.

"Porquê? Porquê é que fizeram de nós um inimigo?", repetiu Putin no comunicado em que declarou a independência das duas repúblicas de Donetsk e Lugansk/Luhansk, na segunda-feira.


Mundo está a condenar "agressão sem sentido"

Numa declaração em conjunto com Ursula Von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, o Alto Representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, exigiu que Vladimir Putin coloque um "termo a esta agressão sem sentido".

A esta escalada de tensões — classificada pelos dois responsáveis como "das horas mais negras para a Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial" — "a UE responderá com a maior veemência possível e chegará a acordo sobre o pacote mais rigoroso de sanções que alguma vez aplicámos".

Também o presidente Volodymyr Zelensky confia que "o mundo" está com a Ucrânia e revelou que continua "em negociações" com os líderes mundiais. "Continuo em negociações com os líderes. Recebi apoio do Emir do Qatar. O mundo está connosco", escreveu hoje na rede social Twitter.

Fontes: Euronews/BBC Radio/ NY Times/L’Express

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