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Biden e Obama juntos para "salvar" democratas na reta final da campanha 06 Novembro 2022

O Presidente norte-americano, Joe Biden, e o ex-chefe de Estado Barack Obama entraram na reta final da campanha para as intercalares de mãos dadas e com discursos em uníssono para "salvar" candidatos democratas e a "democracia" no país.

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Segundo a Lusa, juntamente com os candidatos democratas ao Senado, John Fetterman, e a governador, Josh Shapiro, Biden e Obama subiram ao palco do Liacouras Center, uma arena desportiva e cultural de Filadélfia, de mãos dadas e ao som de uma multidão eufórica que esperava há horas pela chegada das ’estrelas’ dos democratas.

Em Filadélfia, a maior cidade do estado da Pensilvânia e palco de algumas das mais importantes decisões da história do país, como a adoção da Declaração de Independência e da Constituição norte-americanas, Biden frisou que este é o momento "decisivo" para a democracia do país.

"A democracia vai literalmente às urnas. Este é um momento decisivo para a nação e todos nós precisamos falar a uma só voz", disse, salientando que uma derrota democrata teria "décadas" de consequências.

A apenas três dias das eleições intercalares, o chefe de Estado instou a multidão a votar, frisando que o "poder de moldar o resultado" eleitoral está nas mãos dos cidadãos norte-americanos.

"Há dois anos, vocês usaram esse poder para fazer de Donald Trump não apenas um ex-Presidente, mas um Presidente derrotado. Este ano, vocês têm o poder de fazer de John Fetterman o vosso próximo senador dos Estados Unidos e Josh Shapiro o próximo governador", acrescentou, sendo efusivamente aplaudido por milhares de pessoas.

Segundo ainda a Lusa, Biden aproveitou ainda para entrar no histórico económico do seu antecessor, Donald Trump, lembrando a multidão de quão alta era a taxa de desemprego quando assumiu o cargo e argumentando que a economia está muito melhor agora.

De acordo com o Presidente, os republicanos tentarão ainda reverter os benefícios da Segurança Social e do Medicare - sistema público de seguros de saúde - caso consigam o controlo do Congresso.

Biden não deixou de fora o aborto, um dos temas que mais tem mobilizado os democratas norte-americanos após o Supremo Tribunal ter revertido, em junho, a sua constitucionalidade, tendo afirmado que os republicanos querem uma proibição nacional da interrupção da gravidez.

"Se elegermos Fetterman para o Senado e mantivermos o controlo da Câmara dos Representantes, podemos restaurar o direito de escolha neste país", prometeu.

Virando o discurso para John Fetterman, Biden afirmou que o candidato democrata ao Senado deve ser a escolha do povo da Pensilvânia, tecendo criticas ao seu rival republicano, Mehmet Oz.

"Conheço bem a Pensilvânia e John Fetterman é a Pensilvânia! Oz é Pensilvânia? Até eu já vivi mais tempo na Pensilvânia do que ele...e olhem que eu mudei-me aos 10 anos", disse o chefe de Estado referindo-se ao facto de o republicano ter vivido durante muito tempo em Nova Jérsia, arrancando risos do público.

Fetterman, que lidera as sondagens, enfrentará o cirurgião e celebridade televisiva Mehmet Oz, também conhecido como Dr. Oz, um republicano apoiado por Donald Trump que está a lutar para manter em mãos republicanas o lugar deixado vago por Pat Toomey.

John Fetterman, vice-governador da Pensilvânia, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em maio, do qual afirma estar a recuperar, mas que o impediu de fazer campanha em público durante várias semanas, o que tem sido usado como argumento pelos republicanos sobre a sua capacidade para continuar na política.

Saindo em defesa de Fretterman, Obama disse que não foi por ter tido um AVC que o candidato mudou os seus valores.

O antigo chefe de Estado usou o seu longo discurso para fazer um forte apelo ao voto: "não são apenas vocês que têm de votar. São também os vossos familiares, os vossos amigos", apelou, lembrando a multidão que as eleições de meio do mandato podem ser difíceis para o partido no poder.

"Eleições intercalares não são brincadeira. A nossa democracia é um esforço de equipa, um Presidente não pode agir sozinho. Vocês têm um Presidente incrível na Casa Branca", disse Obama, recordando que Biden conseguiu tirar o país da pandemia de covid-19, manteve o desemprego "muito baixo", reduziu os custos de assistência médica e medicamentos prescritos e aprovou uma lei que fará o "maior investimento em energia limpa da história".

Obama defendeu, assim, que o seu ex-vice-presidente conseguirá fazer muito mais pelo país se os democratas mantiverem o poder no Congresso.

Horas antes, Barack Obama esteve num comício a favor de Fetterman e Shapiro na Pensilvânia, mas na cidade de Pittsburgh.

Na ocasião, o antigo Presidente alertou os eleitores que o direito ao aborto, à Segurança Social e até a democracia estão em risco caso os republicanos consigam a maioria no Congresso na próxima semana.

"Na terça-feira, vamos garantir que o nosso país não recue 50 anos [...] a única maneira de salvar a democracia é se, juntos, lutarmos por ela", declarou Obama, orador principal do comício, perante centenas de eleitores em Pittsburgh.

A Pensilvânia é um estado fundamental para determinar o controlo do Senado e é uma das poucas oportunidades dos democratas para ’roubar’ um lugar republicano na noite de 08 de novembro.

Segundo lembra a mesma fonte, as eleições de 08 de novembro determinarão qual o partido que controlará o Congresso nos dois últimos anos do mandato de Biden, estando também em jogo 36 governos estaduais e vários referendos estaduais a medidas sobre questões-chave, incluindo aborto e drogas leves.

Em disputa estarão todos os 435 lugares na Câmara dos Representantes, onde os democratas atualmente têm uma estreita maioria de cinco assentos, e ainda 35 lugares no Senado, onde os democratas têm maioria apenas graças ao voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris.

As eleições podem não apenas mudar a cara do Congresso norte-americano, mas também levar ao poder governadores e autoridades locais totalmente comprometidos com as ideias de Donald Trump.

Uma derrota muito pesada nas próximas eleições pode complicar mais o cenário de um segundo mandato presidencial para Joe Biden, refere a Lusa.

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