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Bielorrússia: 4 dirigentes arriscam perpétua nos EUA por desvio de avião para prender opositor de Lukashenko 22 Janeiro 2022

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira que quatro dirigentes bielorrussos foram constituídos arguidos por pirataria aérea — uma "perigosa violação da lei dos Estados Unidos" —, no caso do desvio em maio último do avião Atenas-Vilnius de onde ’sequestraram’ um opositor do regime de Lukashenko.

Bielorrússia:  4 dirigentes arriscam perpétua nos EUA por desvio de avião para prender opositor  de Lukashenko

Segundo o processo aberto nos Estados Unidos, "o próximo piloto que receber um alerta da torre de controlo pode perigosamente duvidar da autenticidade da emergência". Daí o enquadramento do caso como uma "perigosa violação da lei dos Estados Unidos".

Acusados de pirataria aérea, os quatro dirigentes bielorrussos — Leonid Mikalaevich Churo e Oleg Kazyuchits, responsáveis máximos da autoridade aérea, e os dirigentes da segurança Andrey Anatolievich Lnu e Fnu Lnu — arriscam uma pena perpétua nos Estados Unidos.

Segundo a acusação, foi o próprio diretor Leonid Churo que deu a ordem aos controladores de tráfico aéreo do aeroporto de Minsk, alegando (falsamente) que havia uma bomba a bordo. Após ser detido o alvo, o jornalista Pratasevich, o vice-diretor Oleg Kazyuchits falsificou os registos por forma a apagar a referência à ameaça de bomba.

O (falso) aviso foi emitido em Minsk pouco antes da descolagem do avião da Ryanair no percurso entre as capitais da Grécia e Lituânia. Os pilotos do voo comercial seguiram as instruções dadas quando se aproximavam do espaço aéreo bielorrusso para se desviarem para Minsk que não faz parte da sua rota.


Bielorrússia faz pirataria aérea

A ’pirataria aérea’ constante no processo movido pelo Departamento de Estado americano retoma a acusação que a Lituânia, país que acolheu o jornalista como refugiado, fez em maio do ano passado.

"A Bielorrússia está a fazer pirataria do Estado", disse o embaixador lituano na Grécia a expressar a sua indignação perante a insólita detenção.

Segundo a RSF-Repórteres Sem Fronteiras relatou em dezembro, o ano de 2020 na Bielorrússia ficou marcado pelas pressões políticas do regime de Alexander Lukashenko, também sobre jornalistas.

Neste último relatório da RSF, a Bielorrússia regista quatro dos 42 jornalistas "atualmente privados de liberdade".

Segundo os órgãos de comunicação oficial da Bielorrússia, foi o próprio presidente Alexander Lukashenko que deu a ordem para um caça MiG-29 "interceptar" o voo em que seguia o jornalista seu oponente.

A versão oficial bielorrussa mantém-se: que tinham recebido um alerta de que havia uma bomba a bordo. Nenhuma bomba foi encontrada no avião desviado, segundo o online alemão Deutsche Welle.
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Fontes: BBC/... Relacionado: Bielorrússia: Lukashenko manda caças interceptar voo de opositor —"A pena de morte espera-me aqui", 24.mai.021; Bielorrússia: 1 ano após protestos de 9.ago.’20 Lukashenko oscilante anuncia "iminente saída" e "até 20 sucessores" — Moscovo de mão firme em Minsk, 12.ago.021; Bielorrússia: Pratasevich sequestrado do avião sai para prisão domiciliária , 26.jun.021; UE impõe sanções à Bielorrússia que "atacou valores europeus" — Pratasevich "torturado", diz pai, 29.mai.021.

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