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Bielorrússia: Pratasevich sequestrado do avião sai para prisão domiciliária — Marido de Tikhanovskaya arguido 26 Junho 2021

O bielorrusso Raman Pratasevich e a russa Sofia Sapega ao fim de um mês detidos, após o inédito sequestro do avião pelo governo em 23 de maio, estão agora em prisão domiciliária. Mas a líder da oposição bielorrussa, Svetlana Tikhanovskaya, embora congratulando-se com a saída da prisão do par de opositores avisa que o regime continua a mantê-los sob sequestro. Também o marido, Sergei Tikhanovskai, detido há 15 meses está a ser julgado com mais cinco opositores.

Bielorrússia: Pratasevich sequestrado do avião sai para prisão domiciliária — Marido de Tikhanovskaya arguido

Raman Pratasevich e a sua namorada russa Sofia Sapega viajavam de Atenas para Vilnius num voo da Ryan Air quando o governo de Lukashenko enviou caças para interceptar o avião.

"A pena de morte espera-me aqui", disse Raman Pratasevich assim que viu o avião da Ryan Air a mudar a rota. Opositor do presidente bielorrusso, o jornalista de 26 anos estava exilado desde 2019.

A detenção de Pratasevich e Sapega no aeroporto de Minsk após o avião comercial ter sido interceptado por caças e obrigado a pousar foi classificado como "pirataria do Estado". A comunidade internacional, designadamente a União Europeia e a República da Lituânia que deu asilo político aos opositores exigiram a imediata libertação dos detidos.

Uma testemunha relatou que o jovem repórter expressara: "A pena de morte espera-me aqui", assim que se apercebeu de que o avião da Ryan Air mudara a rota. "Ele estava desesperado, apertava a cabeça entre as mãos", disse outra testemunha citada pelo Deutsche Welle. "Nada fazia prever que ia haver essa descida em Minsk", disse o mesmo passageiro.

Segundo os órgãos de comunicação oficial da Bielorrússia, foi o próprio presidente Alexander Lukashenko que deu a ordem para um caça MiG-29 interceptar o voo, após alegadamente receberem um alerta de que havia uma bomba a bordo. Nenhuma bomba foi encontrada no avião desviado, segundo o referido online alemão.

Libertar Serguei

Svetlana Tikhanovskaya justifica a sua candidatura presidencial com o facto de que o marido que era candidato ter sido encarcerado pelo regime de Lukashenko. A ex-professora, que suspendera a profissão para ficar em casa com os filhos, de repente teve de tomar o lugar do marido também na oposição política.

Sergei Tikhanovskai é o mais proeminente dos seis arguidos — Mikola Statkevich, Igor Losik, Vladimir Tsyganovich, Dmitry Papou e Artsyom Sakau — que estão a ser julgados no tribunal de Gomel, cidade do sudeste do país. Detidos em março de 2020, o regime de Lukashenko acusa-os pelo seu ativismo pró-democracia.

A BBC desta sexta-feira refere que os seis foram vistos dentro duma divisão gradeada, com as mãos algemadas, a serem conduzidos para a sala de audiência do tribunal de Gomel.
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Fontes: Referidas. Fotos: O opositor Pratasevich em conferência de imprensa na semana passada. Opositores ao regime, Svetlana e o marido Sergei Tikhanovskai antes da detenção deste em março de 2020. Svetlana denuncia a "vingança pessoal" de Lukashenko contra os seus opositores.

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