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Biliões a voar com fim de acordo EUA-Irão —"Erro estratégico" de Trump 09 Maio 2018

A retoma das sanções contra o Irão — como anunciou Trump esta terça-feira, 8 — terá consequências "imediatas" nos contratos assinados em 2015 com diversas grandes empresas, entre elas as fabricantes de aviões Boeing e Airbus, que envolvem mais de cem biliões de euros (15 dígitos em CVE).

Biliões a voar com fim de acordo EUA-Irão  —

A decisão tem efeito imediato, como esclareceu o assessor de segurança John Bolton. Isso significa que as empresas já não podem fazer contratos e têm um curto prazo — definido pelo Tesouro dos Estados Unidos —, que vai de noventa a cento e oitenta dias, para cessar as atividades no Irão.

Entre as empresas com avultados negócios no Irão estão a Boeing e a Airbus. As empresas fabricantes de avião, respetivamente norte-americana e europeia, tinham depois da assinatura do acordo sobre o programa nuclear iraniano obtido alvarás (licenças comerciais) para fazer negócio com o Irão.

Além dos Estados Unidos, a Alemanha e a França, que nestes últimos três anos assinaram com o Irão contratos envolvendo as construtoras de carros Volkswagen e Renault-Nissan (franco-japonês) , vão estar entre as mais afetadas pela retoma de sanções.

’Acordo rasgado é erro estratégico’, opinião unânime de especialistas

O secretário de Estado Rex Tillerson tem repetido que o Irão está a cumprir com os termos do JCPOA. O que mudou então? Nada, dizem quase em uníssono especialistas de vários quadrantes.

Assinado em julho de 2015, o JCPOA —Plano Conjunto para a Paz, entre o Irão e o P5+1, formado por Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha — tinha o objetivo de "afastar o perigo de o Irão vir a construir um programa nuclear em segredo".

O JCPOA obrigava o Irão a aceitar a supervisão do IAEA, o organismo internacional de controlo da energia atómica. Fontes: Le Monde/WSJ

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