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Biodiversidade: Cabo Verde tem registado cerca de 7.500 espécies – bióloga 20 Maio 2022

Cabo Verde tem registado cerca de 7.500 espécies, sendo 50% terrestres e 50% marinhas, e grande parte das espécies está descrita na ilha de Santiago, revelou hoje a bióloga do INIDA, Aline Monteiro.

Biodiversidade: Cabo Verde tem registado cerca de 7.500 espécies – bióloga

A técnica do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) fez esta revelação aos jornalistas, à margem do acto central da comemoração do dia Internacional da Biodiversidade, celebrado hoje sob o lema “Construindo um futuro para toda vida”.

“Neste momento temos contabilizados cerca de 7.535 espécies na base de dados da biodiversidade da INIDA, 50% na componente terrestres e 50% na componente marinhas onde temos menos conhecimento porque o nosso mar é grande e capacidade de conhecer mais e um pouco mais limitado”, concretizou Aline Monteiro.

Segundo explicou a bióloga, o facto de Cabo Verde ser um País vulnerável, arquipelágico, com escassez de recursos naturais e com secas crónicas, automaticamente toda a biodiversidade está sujeita a ameaças.

“Santiago tem 50% das espécies inscritas em Cabo Verde e Parque Natural de Pico de Antónia 30%”, referiu.

Por seu turno, o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, afirmou que o lema deste ano desafia todos a assumirem o compromisso de construir uma aliança perene entre o homem a natureza e os vários sectores de actividade humana e de interesse para a conservação da biodiversidade.

“Em Cabo Verde nos damos sempre muita importância a questão da conservação da biodiversidade, somos um país com muita vulnerabilidade a este nível mais também com especificidade por sermos ilhas, isto implica naturalmente que haja bastante endemismo de espécies que só existe no nosso contexto de Cabo Verde”, sublinhou o ministro, que realçou a necessidade de se conservar a biodiversidade.

Na ocasião, lembrou que o País alcançou ganhos que permitiram melhorar e construir toda a política de conservação, a nível da legislação, melhorar a actuação, em linha com os princípios e normas de conservação a nível internacional, e criar áreas protegidas e de conservação de espécies específicas.

Por outro lado, reconheceu que é necessário agir e actuar já que as crises como a poluição, mudanças climáticas e a perda acelerada da biodiversidade tem engendrado outras crises como o aumento da pobreza extrema, aumento da insegurança sanitária.

O dia 22 de Maio foi proclamado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Biodiversidade, sendo que este ano o lema escolhido pelo Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica é “Nós somos parte da solução”, que pretende relembrar a cada um de nós que somos parte integrante da natureza e que a solução se encontra nas nossas mãos. A Semana com Inforpress

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