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Birmânia: Aung San Suu Kyi vista em público pela 1ª vez após golpe de Estado 25 Maio 2021

A ex-chefe do governo civil em prisão domiciliária — desde 01 de fevereiro que não era vista em público — compareceu, nesta segunda-feira, 24, no tribunal. A Junta Militar acusa-a de fraude eleitoral e vários outros crimes, pelos quais pode ser afastada da vida política e condenada a 25 anos de prisão.

Birmânia: Aung San Suu Kyi  vista em público pela 1ª vez após golpe de Estado

A laureada com o Nobel da Paz de 1991 pôde hoje reunir-se com a sua defesa antes da audiência. Há três meses que os seus apoiantes saem às ruas das cidades da Birmânia em luta contra a Junta Militar.

O estado de espirito da população é de guerra civil e os militares no poder não conseguem travar o avanço dos que protestam contra a detenção das duas figuras máximas do governo civil, que são Aung San, de 75 anos, e o presidente da República.

A advogada Min Min Soe informou a imprensa. "Estivemos com ela por trinta minutos. Ela parece gozar de boa saúde e está totalmente confiante".

Segundo a advogada de Aung San, a "presidente da LND-Liga Nacional para a Democracia, confia que o partido vai existir enquanto o povo quiser, porque a base da sua existência é servir o povo da Birmânia".

O CEMFA da Birmânia/Myanmar, general Min Aung Hlaing, de 65 anos — que declarou que o país se encontra em estado de emergência com a duração de um ano —autodesignou-se chefe do governo e mandou deter a líder do partido vencedor das legislativas, bem como, outros líderes do partido NLD.

Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliar, tem vindo a exortar os apoiantes a protestar pacificamente nas ruas da capital, Naypyidaw. O golpe de Estado surgiu dois meses depois da vitória eleitoral do NLD, Partido Democrático birmanês.

O partido da independência fundado por Aung San em 1948 tem, depois do assassinato do fundador pelos militares, estado sob a direção da filha Suu Kyi. Primeiro no exílio e depois em prisão domiciliar.

A figura mais proeminente da política birmanesa, Aung Sun esteve décadas em prisão domiciliar. O Nobel da Paz reconheceu a sua luta pela democracia no país dominado por cinco décadas de ditadura militar.

Mas quando ela conduziu o seu partido, NLD, à vitória nas eleições de 2015, foi impedida de assumir a presidência do país e teve de entrar em acordo com os militares para a partilha do poder.

Tudo devido a uma cláusula da Constituição que proíbe o acesso aos mais altos cargos no governo a cônjuges e parentes de cidadãos estrangeiro. No caso, o falecido marido que era inglês e os dois filhos nascidos no exílio em Inglaterra.

Reações

Ao longo destes três meses têm surgido reações contra o golpe militar na Birmânia: Estados Unidos, União Europeia, Japão têm expressado preocupação com o desenvolvimento dos eventos em Myanmar/Birmânia e pedem o respeito à Constituição.

O general Min Aung Hlaing é acusado pela ONU de comandar a perseguição contra a minoria Rohingya. Desde 2017, está na lista de pessoas a investigar por atos de genocídio.

— 
Fontes: BBC/Times of India/Japan Today/Le Monde.

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