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Bispo de Santiago diz que Páscoa tem uma “repercussão profunda” na vida do homem 04 Abril 2021

O bispo de Santiago, Dom Arlindo Furtado, disse hoje que celebrar a Páscoa é comemorar um acontecimento do passado com uma “repercussão profunda” na vida do Homem, porque lhe dá o sentido da sua “orientação existencial”.

Bispo de Santiago diz que Páscoa tem uma “repercussão profunda” na vida do homem

“Trata-se de celebrar um acontecimento do passado, que tem uma repercussão profunda na nossa vida, porque nos dá o sentido da nossa orientação existencial”, apontou o cardeal Dom Arlindo Furtado.

O responsável da Diocese de Santiago, que falava à Inforpress momento antes do início da missa deste domingo de Páscoa, lembrou que Cristo é um caminho que todos hão-de percorrer.

“Cristo é o caminho e aquilo que aconteceu com Ele, passando pela morte, e, depois, ressuscitando, é, também, para nós, um caminho que havemos de percorrer. Nós havemos de morrer, todos”, admitiu o cardeal.

“Acreditamos que, com Cristo, em Cristo e por Cristo, havemos de ressuscitar para a vida eterna”, sublinhou, acrescentando que a Páscoa é para os cristãos o “momento mais denso da vida humana, porque representa o horizonte final da nossa realidade existencial”.

Para o bispo de Santiago, a festa da Páscoa é, ainda, a “celebração central da vida do Homem, porque, enfatizou, “Jesus ressuscitado é, efectivamente, a nossa esperança”.

“Que Deus nos ajude a superar esta fase para retomarmos a nossa vida com outra liberdade e dignidade e outras expressões de comunhão, porque isto também faz parte da nossa realidade humana”, concluiu o cardeal Dom Arlindo Furtado.

Pelo segundo ano consecutivo, por causa da pandemia, as cerimónias religiosas da Semana Santa na Pró-Catedral de Nossa Senhora da Graça, Praia, têm contado com um número limitado de fiéis, para reduzir o risco de contágio.

Covid-19 que ameaça e incoviniência de camapnha eileitoral no período de pascoa

Conforme ainda a Inforpress, durante as celebrações, além de uso obrigatório de máscaras, os fiéis respeitaram o distanciamento físico.

Na perspectiva do Dom Arlindo Furtado, esta crise sanitária constitui uma “interpelação e uma ameaça”, pelo que todos e “devem juntar as mãos para a combater”.

“Contamos com a ajuda de Deus, que ilumine e fortaleça os cientistas, os médicos, enfim todos que se envolvem para que, de facto, possamos todos juntos entreajudarmo-nos na superação do sofrimento que isto [a pandemia] provoca”, afirmou, apelando aos cabo-verdianos no sentido de “cada um fazer a sua parte para que o vírus desapareça”.

Segundo elebra a Inforpress, a celebração da Semana Santa, este ano, a concorreu com o início da campanha eleitoral para as eleições legislativas de 18 de abril próximo, mas segundo Dom Arlindo, “seria conveniente que não houve esta coincidência”.

“Como isto não depende da Igreja, não temos nada a fazer. Seria bom que os cristãos ficassem completamente livres e não perturbados nos momentos essenciais da vivencia da sua fé cristã”, alertou o bispo de Santiago, reconhecendo que não fizeram barulho à volta disto, porque “a Igreja enfrenta e supera tantos outros desafios e, por isso, não vai fazer tempestade num copo de água”.

Outras congregações religiosas, como a Igreja do Nazareno e a Igreja Adventista do Sétimo Dia, também entenderam que, nesta altura, toda a concentração das pessoas “devia estar em Cristo e não em outras actvidades que pudessem absorver a sua atenção”, conlui a fonte deste jornal.

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