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Bispo de Santiago diz que na Semana Santa as pessoas recarregam as baterias em termos espirituais 15 Abril 2022

O bispo de Santiago, Dom Arlindo Furtado, disse que a Semana Santa serviu para as pessoas “recarregarem as baterias, em termos espirituais”, depois de dois anos sem grandes manifestações públicas da fé, por causa da pandemia de covid-19.

Bispo de Santiago diz que na Semana Santa as pessoas recarregam as baterias em termos espirituais

“Depois de dois anos de ausência, praticamente, em termos de grandes manifestações públicas da fé, as pessoas estavam com fome e sede e souberam aproveitar para recarregarem, digamos, as baterias espirituais”, afirmou o Cardeal.

Na sua perspectiva, a Semana Santa foi uma oportunidade para as pessoas darem o testemunho da sua fé, porque, sublinhou, esta não se limita ao âmbito da vida privada, mas sim abrange todas as dimensões da pessoa como crente e comunidade de crentes.

Segundo ele, houve uma “grande participação do povo cristão”, conforme relatos que lhe chegaram da parte dos responsáveis das paróquias da sua Diocese.

O prelado fez essas considerações ao fazer o balanço da Semana Santa, à margem da conferência quaresmal da Paróquia de São Filipe Apóstolo, na Cidade da Praia, em que foi um dos oradores sobre o tema: “Jesus é o Vencedor da morte e Salvador do Mundo”.

Para o responsável da Diocese de Santiago, houve uma “boa caminhada quaresmal”, em que muitas paróquias tiveram a iniciativa de promover catequeses e conferências quaresmais, com vista a ajudar os cristãos a aprofundarem a sua fé.

“O conhecimento é muito importante para vivermos com consciência clara nas diversas dimensões da nossa fé e, ao mesmo tempo, poder transmiti-la e explica-la aos outros que exigem e esperam de nós uma clarificação em relação àquilo que, de facto, constitui o núcleo essencial da nossa adesão a Jesus Cristo, o que nos dá o sentido da nossa existência neste mundo e na eternidade”, explicou Dom Arlindo Furtado.

Instado se durante o período quaresmal esteve em todas as paróquias, nomeadamente as da Praia, onde está a sede do bispado, informou que esteve ligado mais à de Nossa Senhora da Graça, onde está a sede do bispado, mas pôde marcar presença em algumas da capital e do interior de Santiago.

“Estão lá [nas paróquias] os párocos que são delegados do bispo e em tudo que é importante, como é o caso de baptismo de catecúmenos, entram em contacto com o bispo pedindo autorização para fazerem a administração do sacramento da iniciação”, esclareceu o chefe máximo da Igreja Católica na região do Sotavento.

Perguntado se a existência de várias ceitas religiosa em Cabo Verde não preocupa a sua igreja, Dom Arlindo Furtado respondeu nesses termos: “A invasão das seitas não começou agora. Parece que terá havido algum abrandamento. A invasão já vem dos finais dos anos 70 e 80 do século passado. Muitas prometem milagres e solução de problemas de uma forma imediata e quase mágica e houve muita procura porque há gente que se deixa iludir”.

“Agora, parece-me, que há mais estagnação”, apontou o bispo de Santiago, referindo-se ao surgimento de seitas religiosas no País.

De acordo com as suas palavras, as pessoas já começaram a tomar “mais consciência da seriedade, da profundidade da fé e das suas implicações porque a cruz também faz parte da vida”.

“As promessas das seitas não se transformam em realidade e às tantas as pessoas começam a tomar consciência de que a vida é uma luta, Jesus está connosco e com Ele vamos vencer”, apontou.

Para o cardeal, esta tomada de consciência por parte dos cristãos se deve também, por um lado, à criação de novas paróquias e, por outro, a novos padres e novos animadores pastorais leigos, religiosos e religiosas. A Semana com Inforpress

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