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Bispos da Terra Santa condenam Israel por ’desrespeito’ nas exéquias de Shireen 17 Maio 2022

O administrador apostólico do patriarcado latino de Jerusalém em nome dos bispos da Terra Santa declarou hoje (segunda-feira 16) que "a polícia entrou num estabelecimento de saúde cristão, faltando ao respeito à Igreja, faltando ao respeito ao estabelecimento de saúde, faltando ao respeito à memória dos mortos".

Bispos da Terra Santa condenam  Israel por ’desrespeito’ nas exéquias de Shireen

Em conferência de imprensa no hospital de São José, de Jerusalém, o arcebispo católico Pierbattista Pizzaballa condenou "a intrusão da polícia e o seu uso desproporcionado da força" como "grave violação das normas e regras internacionais, em particular do direito humano fundamental da liberdade de religião", exprimiu.

Segundo as imagens das televisões locais, a investida da polícia de Israel no recinto do hospital donde saiu a procissão funébre de Shireen Abu Akleh criou momentos de alta tensão. A polícia armada de matracas agrediu os portadores do caixão, que só a muito custo conseguiram mantê-lo erguido.

Em Jerusalém, o arcebispo católico Pierbattista Pizzaballa. Em resposta às fortes reações motivadas por imagens como as das fotos, a polícia israelita abriu um inquérito mas defende que foi forçada a enfrentar "desordeiros" presentes no cortejo.

A família de Shireen Abu Akleh rejeitou a versão policial que culpa "desordeiros" presentes no cortejo.

Também Jamil Koussa, o diretor do hospital São José — onde um médico ficou ferido por uma bala de borracha na sequência da carga da polícia — declarou hoje à agência noticiosa AFP que na sexta-feira contactou com a polícia junto ao estabelecimento e pediu que o cortejo "decorresse pacificamente".

A polícia preveniu que caso as pessoas que prestavam homenagem à jornalista entoassem "cantos" nacionais palestinianos ou agitassem bandeiras, o cortejo seria bloqueado, acrescentou.

O Conselho de Segurança da ONU condenou por unanimidade os factos e exigiu "um inquérito transparente e imparcial" à "morte" da jornalista de 51 anos. Os responsáveis palestinianos consideramque se tratou de um ato premeditado das forças militares do Estado de Israel.

Fontes: Jerusalem Post/ BBC/AFP/CBC.ca/Irish Times/Telegraaf.nl. Fotos(AFP):

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