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Boa Vista: Biólogo diz que impacto ambiental da obra do largo de Santa Isabel é “pouco significante” 10 Junho 2021

O biólogo Samir Martins considerou o impacto ambiental das obras inacabadas do largo de Santa Isabel de “pouco significante”, frisando que o projecto causa “inconformidade” principalmente nos boavistenses, que se mostram “incomodados e sensíveis” à obra.

Boa Vista: Biólogo diz que impacto ambiental da obra do largo de Santa Isabel é “pouco significante”

Biólogo na Organização não Governamental (ONG) local Conservação de Espécies Marinhas, Samir Martins falava à Inforpress sobre o impacto ambiental das obras por concluir no largo de Santa Isabel, que se situa no centro da cidade de Sal Rei.

Por decisão da Assembleia Municipal da Boa Vista, a câmara rescindiu o contrato com empresa a responsável pela execução da mesma e avançou com posse administrativa da construção, revelou o edil boa-vistense, em 4 de Junho.

Cláudio Mendonça explicou naquela ocasião a decisão foi tomada devido ao “limite insuportável de incumprimento” por parte da empresa Sogei, dez meses depois de findar o período contratual para a execução da obra.

O biólogo Samir Martins considerou que de momento regista-se um impacto visual da obra que tem uma vedação “inadequada”, o que “choca a sensibilidade de muitas pessoas”, principalmente dos boavistenses.

A nível ambiental, observou que “não vê impacto” na obra do largo de Santa Isabel que se encontra parada, referindo que não causa danos em animais, nem no ecossistema.

Para Samir Martins, o único problema a nível ambiental é uma água parada numa das extremidades da obra, que poderá criar constrangimentos com a proliferação de mosquitos.

“Do resto não há impacto a nível da biodiversidade, do ecossistema, porque é um lugar antropogénico, ou seja, trata-se de um espaço que foi modificado pelo homem. Por isso não vejo grande impacto ambiental naquela zona”, afirmou, salientando que se deveria colocar uma vedação adequada ao redor da obra.

Abordado sobre as plantações que havia nos canteiros e nos jardins, Samir Martins explicou que as plantas foram retiradas e que depois da obra poderão ser colocados de novo, assinalando que “o pouco do verde” que havia na praça “era insignificante” a nível do ecossistema, e mesmo a nível do oxigénio que poderia suportar o ambiente.
O mesmo realçou o trabalho da autarquia local, que por altura do arranque da obra replantou as tamareiras noutro lugar “mais difíceis” de se conseguir, enquanto que as plantas de jardim poderão ser adquiridas com “alguma facilidade”.

Samir Martins, destacou a lentidão da obra, mas disse que as pessoas devem ser “mais tolerante e menos duras”, evitando que por qualquer coisa se ataque sobre questões da praça, sem antes certificar o que poderá estar em causa, os constrangimentos do atraso do projecto.

O biólogo disse que participou na elaboração de um guia sobre construções na ilha da Boa Vista, um documento produzido pelo Instituto Nacional de Gestão do Território (INGT), em parceria com Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD) e a Câmara Municipal da Boa Vista, no qual consta conselhos a seguir, como os valores paisagísticos e ambientais a ter em conta na hora de elaborar projectos de infraestruturas, como hospitais, hotéis e estradas, entre outros.

Daí Samir Martins sugeriu que se consulte o guia, que considera “simples”, para que inclusive se tenha em conta a reposição da vegetação na praça do largo de Santa Isabel. O mesmo informou que poderá ceder o guia para os demais interessados na sua consulta.

A mesma fonte disse acreditar que o espaço verde será reposto após ou até mesmo durante a construção da praça, pelo que sublinhou que quando a obra ficar pronta ficará “mais verde” do que antes.

O biólogo Samir Martins recomenda o cultivo de plantas que consomem pouca água e não invasoras, ou então que se coloque sistemas que poupam água, como o sistema de rega gota-a-gota.

“Peço que às pessoas que continuem a apostar no ambiente, a divulgar e sensibilizar sobre o mundo que nos rodeia, porque o ambiente é tudo”, finalizou.

A Semana/Inforpress

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