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Boa Vista: Bombeiros pedem “com urgência” pelo menos um carro de combate a incêndios de grande envergadura 13 Julho 2022

Os bombeiros da Boa Vista clamam por meios de combate a incêndios, pois dispõem de um único carro com capacidade para 400 litros, daí solicitar “com urgência” pelo menos um carro de combate a incêndios de grande envergadura.

Boa Vista: Bombeiros pedem “com urgência” pelo menos um carro de combate a incêndios de grande envergadura

Num espaço de 15 meses a ilha da Boa Vista registou três incêndios, incluindo o da última noite, um a 14 de Março, que deflagrou num prédio antigo no centro da cidade de Sal-Rei, e o outro a 23 de Julho, na zona de pocilga, na zona industrial situado também na cidade, que carbonizou cerca de duas dezenas de animais e destruiu mais de uma dezena de pocilgas.

Por estas alturas, os bombeiros municipais alertam sobre a falta de equipamentos e materiais de trabalho, principalmente de meio de combate a incêndio, como autotanques com capacidade de água suficiente para extinguir chamas, entre outras necessidades laborais.

Hoje, em declarações à imprensa, o bombeiro da Proteção Civil da Câmara Municipal da Boa Vista Juanito Brito voltou a fazer este mesmo alerta no final da operação de extinção do incêndio que ocorreu por volta das 23:00 de segunda-feira, 11, na zona sul do bairro de Boa Esperança, em Sal Rei, alastrando-se por um conjunto de barracas, causando perdas de bens materiais.

O bombeiro acredita que o fogo poderia ter sido controlado logo no início, mas lamentou que tal não tivesse sido possível devido a escassez de materiais da Proteção Civil da autarquia, que, afirmou, dispõe de “um único carro com capacidade de somente 400 litros de água”.

Pelo que, sublinhou, em incêndios desta envergadura, assim como nos outros ocorridos na ilha da Boa Vista, a Proteção Civil municipal tem de “recorrer e aguardar sempre” o auxílio dos bombeiros e carros de combate a incêndio da Aeroportos e Segurança Aérea (ASA), que os ajudam nestes casos.

“Esta missão não foi fácil, na zona existem muitos materiais combustíveis usados para a construção das barracas, os lugares, recintos a volta das casas e as ruas são estreitas e de difícil acesso principalmente para os carros de bombeiro”, relatou, explicando que, as dificuldades aumentaram com “a falta de iluminação, grande quantidade de fios de eletricidade em teias por todo lado”, entre outros materiais, como madeiras, plásticos e chapas.

“Extinguimos o fogo antes de acontecer o pior. Se, por exemplo, houvesse mais vento, a dificuldade seria maior. Lamentamos a perda de bens materiais dos moradores”, disse, indicando que levaram cerca de duas horas para extinguir as chamas.

“Vamos nos balizando, tentando desenrascar, mas já não deveríamos estar ainda a passar por este tipo de situações na ilha da Boa Vista, temos muita falta de materiais para podermos fazer o nosso trabalho em melhores condições”, lamentou.

“A Proteção Civil da ilha precisa de um autotanque e um carro de combate a incêndio urgente”, reforçou.

Segundo o bombeiro Juanito Brito esta temática deve ser vista não somente pela Câmara Municipal da Boa Vista e pelo Governo, mas por todos que querem ajudar a ilha, pois, sintetizou, “proteção civil somos todos nós”.

Por ocasião dos anteriores dois incêndios, o presidente da Câmara Municipal da Boa Vista, Cláudio Mendonça admitira haver na ilha “um défice enorme” em relação ao serviço da Proteção Civil, mais concretamente em equipamentos.

Isto, continuou, apesar de “haver bombeiros com capacidade técnica e capazes de dar vazão a situações do género”, com agradecimento que endereço à ASA, que “prontamente” se dispõe a ajudar no combate aos incêndios.

Em entrevista concedida à Inforpress, em Junho, a diretora-geral de Habitação, Eneida Morais, por seu lado, avançara que as famílias que vivem em barracas, precisamente na zona sul do bairro de Boa Esperança, onde deflagrou o incêndio na noite de segunda-feira, 11, seriam realojadas “em Julho nos blocos habitacionais em Chã de Salinas, no âmbito do programa de Realojamento e Erradicação de Barracas”.

Na ocasião, a responsável disse que uma “boa parte dos beneficiários já aguarda a assinatura dos contratos para se poder proceder à demolição”, assunto tido pelo Ministério das Infra-estruturas com algo a ser feito “urgente, antes da chegada das chuvas”.

“Numa data optimista a demolição está prevista para 02 de Julho. É uma data optimista, mas com a chegada das chuvas temos urgência. A zona sul será totalmente demolida e principalmente com as famílias a viver com dignidade em habitações condigna”, pontuou Eneida Morais na entrevista, no mês de Junho, apelando à colaboração de todos neste processo “para o bem da ilha da Boa Vista”.

Entretanto, a mesma ressaltou que, “a data poderia ser acertada no mais tardar na segunda semana de Julho”, altura em que se daria início ao processo de demolição das barracas, erradicando esta tipologia de casas na ilha da Boa Vista.

A Semana com Inforpress

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