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Boa Vista: Demanda nos Serviços de Psicologia é voluntária e maioria são consumidores de substâncias psicoativas – psicóloga 28 Janeiro 2022

A psicóloga da Delegacia de Saúde da Boa Vista declarou que a demanda na procura dos Serviços de Psicologia é maioritariamente de forma espontânea e por pessoas com problemas de transtornos devido ao consumo de substâncias psicoativas.

Boa Vista: Demanda nos Serviços de Psicologia é voluntária e maioria são consumidores de substâncias psicoativas – psicóloga

Vanda Oliveira fez esta declaração durante uma palestra no Centro de Artes e Cultura, em Sal Rei, promovida pela Delegacia de Saúde da Boa Vista, no âmbito do “Janeiro Branco”, mês dedicado à conscientização para cuidados com a saúde mental.

“A saúde mental na Boa Vista no meu ponto de vista não está de todo mal”, afirmou, elucidando, entretanto, que após a pandemia houve um aumento na procura dos Serviços de Psicologia, que voltou a diminuir após um regresso das pessoas às suas ilhas por causa do desemprego resultante da paralisação turística.

Actualmente, indicou, voltou-se a registar um aumento dessas consultas, que retomaram o “ritmo normal” que havia antes.

A mesma fonte reiterou que há “grande procura” de consultas, não somente por pessoas com transtorno mental, mas de pacientes que buscam ajuda para necessidades específicas, como forma de prevenção para que não cheguem a situações piores.

E sobre estas procuras, Vanda Oliveira contou que a maior parte das solicitações de ajuda psicológica na Boa Vista são dos que têm problemas que resultam de transtornos devido ao consumo de substâncias psicoativas, e que nos últimos dois anos a procura destas consultas advém também de indivíduos com problemas de ansiedade e depressão.

A psicóloga sublinhou que a demanda de pessoas a procurar os serviços de saúde mental é feita na maioria de forma livre e espontânea, ou através de indicações médicas, e que o encaminhamento de pessoas através de instituições é menor.

Vanda Oliveira realçou que as instituições podem encaminhar as pessoas para os serviços de saúde mental e que as consultas são abertas, podendo qualquer um dirigir-se a secretaria da Delegacia de Saúde para fazer a marcação.

Para retoma da normalidade das consultas, informou a psicóloga que um grupo de terapia que esteve parado durante a pandemia, por questões de segurança sanitária, retomará as sessões no dia 2 de Abril, às quartas-feiras, no horário de almoço, fora das estruturas de saúde, destacando que este novo modelo “será o ideal”, para que as pessoas possam participar num ambiente “mais neutro”.

O delegado de Saúde da Boa Vista, Elton Brito, por seu lado, explicou que a palestra foi realizada com o objectivo de dar a conhecer às pessoas e trazer à tona a importância de se começar a falar sobre a saúde mental, tema que, segundo o mesmo, ainda é alvo de “muito preconceito” a nível nacional, que se deve, na maior parte das vezes, à falta de informação.

Daí que, frisou, a abordagem do tema teve um carácter informativo e com a finalidade de ajudar as pessoas “a acabar com o preconceito”, procurando estar mais atentas aos sinais de alguma doença de foro mental, buscando ajuda de um profissional na área específica.

“Depressão não é frescura e pode levar ao suicídio, mas não somente a depressão há outras doenças mentais que se tem que fazer uma abordagem de forma diferente”, declarou o clínico, observando que esta sensibilização não cabe somente aos serviços e cuidados de Saúde Pública, mas também à sociedade.

Segundo Elton Brito, só assim se poderá “acabar com o preconceito” e tratar a saúde mental como um problema público, dando respostas de forma “mais eficaz” ao tratamento de problemas que afectam a mente, assim como as de natureza física.

“Precisamos dar voz à saúde mental e falar deste tema para que as pessoas comecem a ter consciência e comecem a tratar da sua saúde mental, porque se não temos saúde mental isto reflecte também no físico”, insistiu.

O delegado de Saúde reiterou o apelo para que as pessoas se previnam procurando ajuda de um profissional de saúde mental, nomeadamente um psicólogo, caso sentirem necessidade, de forma a não deixar que a situação avance ou piore.

Congratulou-se ainda com o facto de a ilha dispor de uma psicóloga na delegacia, “uma vantagem”, já que as pessoas podem procurar este tipo de serviço na estrutura de saúde pública.

A Semana com Inforpress

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