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Boa Vista: Deputado do PAICV vai levar ao Parlamento a questão das evacuações das grávidas 11 Outubro 2022

O PAICV vai levar para o debate parlamentar a questão da evacuação das grávidas na Boa Vista que, com 36 semanas de gestação, não conseguem viajar devido às exigências impostas pela companhia aérea que opera no país.

Boa Vista: Deputado do PAICV vai levar ao Parlamento a questão das evacuações das grávidas

O anúncio foi feito esta segunda-feira pelo deputado eleito pelo círculo eleitoral da Boa Vista, Walter Évora, em conferência de imprensa, para o balanço da visita que o partido realizou à ilha, no quadro do início do ano parlamentar, onde aquela força política visitou os serviços de saúde e da educação.

É que as grávidas da Boa Vista estão preocupadas com os requisitos de viagem para gestantes impostos pela Bestfly, segundo os quais as mulheres com 36 semanas de gestação não podem viajar, e as grávidas que pretendem deixar a ilha depois de 34 semanas, devem estar acompanhadas por um médico.

Questionado pela Inforpress sobre o impasse nas evacuações das grávidas, o deputado disse que os parlamentares do PAICV na ilha tiveram conhecimento e tomaram nota deste assunto que pretendem levar para debate parlamentar e interpelar o Governo sobre esta questão.

“Do conhecimento que temos, a companhia aérea não pode estar a fazer esta exigência, porque as autoridades aeronáuticas, os regulamentos mostram que uma grávida com até 36 semanas pode viajar sem acompanhamento médico, desde que tenha um relatório médico que lhe permita viajar”, considerou, alegando que esta questão está a criar constrangimentos graves na ilha da Boa Vista, principalmente a nível laboral para as parturientes.

A título de exemplo, segundo o deputado, a delegada de educação, Risandra Gabriel, colocou a questão de algumas professoras grávidas que precisam de fazer cesariana, mas não podem fazê-la na ilha da Boa Vista, porque não há condições para isso.

Walter Évora indicou que de acordo com as explicações avançadas por aquela responsável, as professoras têm baixas para poderem viajar com 36 semanas de gravidez, mas a companhia aérea só as deixa viajar com 34 semanas.

“Portanto, cria-se um período sem enquadramento, em que a grávida tem que sair e não têm baixa médica, e se esperar pela baixa não consegue viajar porque a companhia não aceita”.

Segundo o deputado, a companhia não tem razão de fazer esta exigência, ou seja, que as grávidas que pretendam viajar com 36 semanas devem estar acompanhadas de um médico.

O mesmo reiterou ser este um assunto que vai levar para debate nacional, ressaltando que tem de haver medidas para resolver este problema que diz ser efectivo.

A Semana com Inforpress

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