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Boa Vista: Ex-autarca classifica de demagógicas e falaciosas declarações do presidente do CPR do PAICV sobre sua gestão camarária 30 Setembro 2021

O antigo presidente da Câmara Municipal da Boa Vista, José Luís Santos, classificou hoje de “infundadas, demagógicas e falaciosas” as declarações do presidente da CPR do PAICV que o acusou de gestão “danosa”.

Boa Vista: Ex-autarca classifica de demagógicas e falaciosas declarações do presidente do CPR do PAICV sobre sua gestão camarária

Em conferência de imprensa, na cidade de Sal Rei, José Luís Santos, refutou as declarações do presidente da Comissão Política Regional (CPR) do PAICV da Boa Vista, Elvis Lima, que, na segunda-feira, 27, manifestou-se “indignado” com a nomeação do ex-autarca para membro do conselho de administração (CA) da Sociedade de Desenvolvimento Turístico Integrado da Boa Vista e Maio (SDTIBM), acusando-o de ter deixado a CMBV endividada e com contas bancárias penhoradas pelo tribunal.

O ex-edil disse que foi com surpresa e com um misto de tristeza e estupefacção que tomou conhecimento do comunicado da CPR do PAICV, considerando que as acusações foram eivadas de muito ódio, má-fé, maldade, mas também demagógicas, falaciosas e obesas de inverdades, tão-somente num “esforço inglório” de tentar beliscar e manchar o seu bom nome.

José Luís Santos convidou a CPR a estudar o estatuto da SDTIBM e outras leis, sublinhando que as imputações foram feitas mesmo “à imagem de Elvis Lima”, na vã tentativa de confundir a opinião pública e ânsia de querer aparecer e mostrar serviço, sem se dar conta da triste figura que lhe fizeram passar, ao aceitar dar a cara para ler um comunicado tóxico recebido e imposto, quando se sabe que ele não é a pessoa mais indicada para acusar seja quem for.

“Acusar o ex-presidente da Câmara Municipal da Boa Vista de gestão danosa é muito fácil, sobretudo quando se é irresponsável como é o caso. Mas provar que é o que mais interessa, afigura-se tarefa difícil”, considerou, desafiando CPR do PAICV e o seu presidente a apresentar queixa nas instâncias próprias do país, como é instituído no Estado de Direito Democrático.

Conforme explicou José Luís Santos, quando se propôs candidatar a presidente da autarquia boa-vistense prometeu na sua plataforma eleitoral, requalificar o Largo de Santa Isabel e não apenas a praça, como se tenta reduzir, e assegurou que a culpa da paralisação das obras não é de quem trabalhou, arduamente, para dar à ilha aquela que, para ele, será uma das obras mais emblemáticas da Boa Vista de todos os tempos.

No mesmo pacote, constante do memorando de passagem dos dossiers à nova equipa camarária, José Luís Santos recordou que ficou garantido o financiamento da requalificação da orla marítima de Estoril a Farinação, bem como da descida do Riba Dalto a Marine Club, cujo vencedor do concurso público declarado por recurso a ARAP aguardava, à saída da equipa camarária cessante, o visto do Tribunal de Contas.

O ex-autarca certificou que, quanto à requalificação do largo da Igreja em Fundo das Figueiras, iniciada ainda no seu mandato, foram percorridos todos os passos exigidos por lei, tendo o empreiteiro recebido o adiantamento.

Por isso, indicou que perguntas relacionadas sobre a paralisação dessas obras, bem como as de requalificação da entrada do Rabil, devem ser dirigidas ao actual edil da Boa Vista que, cerca de um ano após lá chegar, nada tem para apresentar aos munícipes, a não ser alguns calcetamentos financiados pelo único empréstimo bancário mobilizado pela gestão da anterior equipa camarária.

Sobre obras na sua passagem no mandato pela CMBV, José Luís Santos enumerou a requalificação do Bairro Boa Esperança em parceria com o Governo, a “Rua Direita” em João Galego, a entrada de Fundo das Figueiras, seguindo Povoação Velha, Bofareira, zona Boaventura no Rabil e dois campos relvados num só mandato.

“Diríamos sinceramente que o resultado fala por si e de gestão danosa só se for na mente daninha e perversa do PAICV e seus dirigentes locais”, observou, evidenciando que nenhuma autarquia em Cabo Verde consegue materializar o seu programa eleitoral sem recurso à contracção de dívidas.

E no caso particular, qualificou de “suave” a herança deixada pela sua equipa camarária e elucidou que os processos em tribunal, que levaram a eventual penhora das contas da Câmara Municipal, nada têm ou tiveram a ver o seu exercício como presidente da autarquia.

“Sejam sérios a bem da verdade e da transparência, pois a hora não deve ser de acusações, mas sim de trabalho e muito trabalho em prol da ilha e das suas gentes, coisa que vem escasseando e tem deixado os munícipes insatisfeitos”, disse José Luís Santos referindo-se ao que considerou ser resultado do descontentamento patente na população da Boa Vista, poucos meses após as eleições autárquicas do mês de Outubro. A Semana com Inforpress

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