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Boa Vista: Falta de gás de cozinha da Vivo Energy afecta várias famílias na ilha 29 Agosto 2018

A rotura do “stock” do gás de cozinha da Vivo Energy na ilha da Boa Vista vem afectando, desde a semana passada, algumas famílias que têm recorrido a povoados próximos à procura do produto, mas sem sucesso.

Boa Vista: Falta de gás de cozinha da Vivo Energy afecta várias famílias na ilha

Entre essas famílias encontra-se a da dona Bia, que se deslocou de Sal Rei até a localidade de Rabil, mas também já não havia mais gás nesta localidade que dista 6 km da cidade de Sal Rei.

“Além de não encontrar o gás, tive de pagar mil escudos de aluguer de carro. Queria ir à Estância de Baixo, mas a revendedora avisou-me que lá também estava com rotura de ‘stock’. Que raio de ilha é essa, que vira e mexe há rotura de produtos, principalmente do gás?”, questionou a mesma fonte, mostrando-se já agastada com esta situação.

Na cidade de Sal Rei, neste momento, apenas estão disponíveis algumas garrafas de 3kg. Algo que também se verifica nos outros povoados da ilha.

No bairro da Boa Esperança, onde vive mais de metade da população do município, constatou a Inforpress, o recurso à lenha para confeccionar os alimentos é a alternativa mais fiável.

“Andei por todo o bairro e cidade de Sal Rei à procura de gás e em todos os lugares diziam: infelizmente Boa Vista está sem ‘stock’. Ontem levantei-me às 05:00 para cozer os alimentos na lenha, antes de ir ao trabalho, caso contrário os meus filhos ficavam com fome até o meu regresso à casa”, atestou Ana Maria.

No entender desta moradora do bairro de Boa Esperança, o Governo e outras entidades “devem analisar e bem” a situação vivida na ilha, onde considera que estão “abandonados em todos os sentidos”.

“Não tem garrafa de 6kg à venda e eu não tenho dinheiro para fazer um novo contrato com a Enacol, só me resta acorrer aos velhos tempos da lenha. Mas o grave, é que esta situação aconteceu recentemente, e não se precaveu”, reforçou, por sua vez, a moradora Sulita.

Para as pessoas que não têm o hábito de cozinhar à lenha, a solução passa pela celebração de um novo contrato com a Enacol, o que custa mais de 4.000 escudos àquelas que já dispõem de uma botija de gás e mais de 3.000 escudos para as que não dispõem. Um custo que nem todos conseguem suportar, conforme relataram.

Já na zona norte, algumas revendas ainda conseguem manter algum “stock”, mas nada de disponibilizar essas garrafas para outras localidades.

A Inforpress sabe que a dificuldade com o transporte para a Boa Vista está na origem da rotura do “stock” do gás butano e que um dos responsáveis da Vivo Energy estará esta quinta-feira na ilha, a fim de traçar melhor táctica para evitar mais roturas.

Esta quinta-feira prevê-se ainda a chegada à ilha da Boa Vista do navio de combustível para abastecer o mercado. A Semana/Inforpess

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