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Boa Vista: Homicida de Gabriela Évora condenado a 23 anos e dez meses de prisão 17 Julho 2021

O Tribunal da Comarca da Boa Vista condenou, esta sexta-feira, Jorge Adalberto Tavares, a 23 anos e dez meses de prisão peplo homicídio de Gabriela Évora, crime ocorrido em Outubro de 2020, na localidade de Rabil. O advogado da vitima vai recorrer da sentência, por considerar que o juiz devia decretar pena máxima ao acusado.

Boa Vista: Homicida de Gabriela Évora condenado a 23 anos e dez meses de prisão

Segundo descrve a Inforpress, durante a leitura da sentença (ver foto na roda pé desta pea), o juiz do processo disse que a pena resulta do cúmulo jurídico de duas condenações, do crime de homicídio agravado e atentado contra integridade de cadáver.

O arguido foi ainda condenado a pagar uma indeminização de um milhão de escudos em prestações de 12 prestações mensais aos familiares de Gabriela.

Recorde-se que Gabriela Évora foi assassinada pelo ex-companheiro, Jorge Adalberto Tavares, a 14 de Outubro de 2020 durante um encontro de despedida que os dois teriam agendado, sendo que a vitima iria regressar à sua terra natal, Santo Antão.

Na sequência deste encontro, conforme confessou o arguido na audiência de discussão e julgamento, a morte de Gabriela Évora não foi planeada, mas sim acidental.

De acordo com o Ministério Público (MP) citado pela Inforpress, com base nas provas, ambos trocaram chamadas quando Gabriela Évora regressava da cidade de Sal Rei à localidade de Rabil, tendo depous desse trajecto dada como desaparecida durante alguns dias.

Conforme contou Jorge Tavares, na localidade de Rabil, Gabriela Évora desceu de uma viatura à porta da sua residência e, ao entrar num quarto, a malograda que se encontrava embriagada o agrediu.

Na sequência, Jorge Tavares relatou que desferiu um soco na cabeça de Gabriela, tendo esta caído no chão, e que de seguida a tentou reanimar, mas sem sucesso.

O arguido contou ainda que Gabriela Évora faleceu de imediato, que num “acto de desespero” colocou o corpo num bidão, juntamente com mais produtos inflamáveis para alimentar a combustão, e com auxílio de um carrinho levou o bidão com corpo dentro, para a ribeira do Rabil e ateou fogo.

Segundo ainda a Inforpress, o arguido confessou que horas depois recuperou os restos mortais, colocou num saco, jogou no contentor e que durante vários dias fez diligências para livrar-se da condenação do crime praticado.

O juiz do processo considerou que Jorge Tavares agiu de forma livre e consciente, sabendo que a sua conduta iria impossibilitar a localização e identificação do corpo, sublinhando que o arguido sem sentimento de culpa e arrependimento e numa frieza extrema ajudou os familiares a procurar pela Gabriela Évora, mesmo sabendo que a matou e se desfez do corpo.

Em declarações à imprensa, à saída do tribunal, o irmão da malograda, Luís Évora, afirmou que os familiares discordam da sentença, alegando que o arguido merecia pena máxima e que, por isso, vão recorrer da sentença.

O advogado de Jorge Tavares, Valdir Alves, informa também descorda da sentença, avançando que vai recorrer da sentença, argumentando que o arguido deveria ser condenado pelo homicídio negligente e não agravado. Fotos: Boa Vista no AR/Inforpress

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