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Tragédia na Boa Vista: Incêndio de grande dimensão consome mais de 10 cercas e mata cerca de 200 animais 23 Julho 2021

A ilha da Boa Vista viveu hoje momentos de tragédia. Um incêndio de grande dimensão, ocorrido esta madrugada, na zona da pocilga, área industrial da cidade de Sal-Rei, consumiu mais de uma dezena de cerca, deixou 172 animais, entre porcos, cabras e galinhas, carbonizados e cerca de 20 outros em estado crítico. Este incendido colocou, mais uma vez, a nú, as fragilidades do serviço municipal dos bombeiros, reconheceu o presidente da Câmara Municipal, Cláudio Mendonça, que pediu ao governo mais investimentos para o reforço do Serviço de Proteção Civil e a construção da pocilga municipal mais segura na Ilha das Dunas.

Tragédia na Boa Vista: Incêndio de grande dimensão consome mais de 10 cercas e mata cerca de 200 animais

Segundo o corpo do bombeiro citado pela RCV e retomado pela Rádio Boa Vista no AR, o alerta foi dado às 00:20, desta sexta-feira. O fogo foi extinto por volta das 4 horas de manhã, isto depois de um árduo trabalho do corpo dos bombeiros. A fonte precisou que foi preciso 12 autotanques de água, para combater as chamas e evitar o seu alastramento para as outras cercas.

Elementos do bombeiro confessam que não foi fácil combater o referido incêndio com os meios disponíveis. Por isso, tiveram que solicitar o reforço da viatura do combate do incêndio da ASA e apoios do autotanque da empresa AEB - Águas e Eletricidade de Boa Vista.

Prejuízos com animais mortos e cercas destruídas

Conforme um apanhado provisório, o fogo causou prejuízos elevados. Afetou 10 criadores, sendo maioria dos quais de caprino e suíno. Autoridades locais citadas pela Boa Vista no AR revelam que, no total, 172 animais, como cabras, porcos e galinhas, ficaram carbonizados e 15 outros estão em estado crítico.

A mesma fonte descreveu que, no local, os animais já carbonizados (ver fotos) estavam espalhados pelo e quase todos os materiais da cerca, consumidos pelo fogo. Um cenário lastimável, conforme descreveu Jailson Martins, que perdeu oito cabeças de porco, durante o incêndio.

"É lastimável. Presenciamos os animais a morrer num grito de desespero sem poder salvá-los", relatou.

Francisco Pinto, mais conhecido por Frank, é o criador com mais prejuízo nesse incêndio. Perdeu 59 cabeças de cabras e bodes, 4 galinha e um galo."Ainda tenho 14 cabras entre a vida e a morte", realçou.

A origem do fogo é ainda desconhecida e a investigação está sob alçada das autoridades. "Ainda não sabemos se trata de fogo posto ou se havia algum candeeiro acessa numa das cerca", adiantou Jailson.

Edil Cláudio Mendonça pede mais investimentos para reforçar proteção civil

O incêndio desta madrugada, mais uma vez, colocou a nú, as fragilidades do serviço municipal dos bombeiros, reconheceu o presidente da Câmara Municipal, Cláudio Mendonça, citado pela BV no AR.

A fazer fé nas autoridades do concelho, este é o segundo incêndio, com grande dimensão, ocorrido este ano na ilha e que provou que os meios locais de combate ao incêndio são fracos e exíguos. "Devido à dimensão do incêndio tivemos de recorrer novamente aos serviços da ASA e isso demonstra que o município carece de investimentos nessa área, nomeadamente na aquisição de uma viatura de combate ao incêndio, equipamentos de proteção individual dos bombeiros e reforço dos nossos recursos humanos", disse.

Mendonça lamentou, no entanto, a tragédia ocorrida esta madrugada, que tirou o sustento das 10 famílias afetadas. Uma situação agravada com a crise provocada pela pandemia de Covid-19, que paralisou a principal atividade económica da ilha, que é o turismo.

O edil reconheceu que o espaço não é apropriado para a criação de animais, mas lembrou que também não foram acauteladas outras alternativas. Cláudio Mendonça exortou, prossegue a fonte deste jornal, o engajamento do Governo, em parceira com a Câmara Municipal, no sentido de se criar condições para os 10 criadores, afectados por essa tragédia de hoje, que tiram dessa atividade o ganha-pão das famílias.

O autarca garantiu que já apresentou um projecto ao Ministério da Agricultura e Ambiente para a criação de pocilga municipal, longe da cidade de Sal—Rei."O que aconteceu hoje prova que é preciso sermos mais céleres", realçou.

A fazer fé nas fontes referidas, Cláudio Mendonça garante que vai trabalhar para apoiar as famílias a reiniciar a criação dos animais, trazendo de volta as suas actividades económicas. Uma medida bem-vinda pode vir a ser um alívio para os 10 criadores que perderam cerca de 200 animais, além de cerca de 20 outros que se encontram em estado crítico. Fotos: Boa Vista no Ar

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