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Boa Vista: Passageiros com “bilhetes nulos” de viagem no navio San Gwann exigem responsabilidades 24 Dezembro 2019

Dezenas de passageiros da Boa Vista solicitam a devolução do dinheiro dos bilhetes considerados “nulos” pela empresa CV Inter-ilhas, a quem exigem responsabilidades por ter antecipado a viagem do navio San Gwann no percurso Boa Vista/São Nicolau/Sal/São Vicente.

Boa Vista: Passageiros com “bilhetes nulos” de viagem no navio San Gwann exigem responsabilidades

Segundo João Santos citado pela Inforpress, um dos passageiros, quando, de manhã, chegou ao Porto de Sal Rei para viagem prevista para segunda-feira, 23, as 12:00, o navio San Gwann já não se encontrava no cais.

Os passageiros deslocaram-se à agência de viagens, que “não soube dar explicações concretas” do sucedido, e sem informações sobre um possível reagendamento da viagem.

“Ontem [segunda-feira, 23] quando cheguei ao porto logo cedo, não encontrei barco, a viagem foi cancelada, dirigi-me à agência e disseram-me que afinal o barco já tinha partido e que os códigos das passagens não constavam no sistema, ou seja, é como se não tivessem sido adquiridas”, explicou, garantindo que adquiriu o bilhete desde início de Dezembro.

Este passageiro disse que decidiu viajar de barco tendo em conta as referências que o CV Interilhas faz na sua página nas redes sociais, entre outras, “conforto, rapidez e tranquilidade”.

João Santos questiona agora a companhia marítima sobre as razões de não lhes dar “satisfação”, e sugere que pelo menos poderiam avisar que haveria alterações, para que pudessem reconfigurar a viagem ou conformar com a situação.

A mesma fonte avançou que tem compromissos com a família, inclusive com a mãe e a avó, que não vê há já um ano, o que, segundo ele, a sua possível presença, antes esperada nesta época natalícia, poderá trazer “constrangimentos e tristeza para todos”.

“Eu quero a minha viagem mais urgente possível porque tenho compromissos, inclusive familiares, amanhã, e não vou a toa para festas. Não vejo a minha família há muito tempo”, exigiu o passageiro, que informou ainda que “nem se quer atendem o telemóvel, e muito menos o serviço de call center, de que tanto vangloriam, não responde”, acrescenta à Inforpress.

Segundo contou, quando chegaram no porto ninguém lhes deu nenhuma informação “coerente, lógica ou minimamente satisfatória”, ajuntando que na agência um funcionário disse que a viagem foi antecipada e outra enunciou que a passagem esta “nula”.

“Isto está uma confusão que não sei. A responsabilidade é dos administradores que tem que esclarecer este assunto, sendo que compramos a nossa passagem”, opinou, a fonte que pede “urgência” na resolução deste problema, pois, sustentou, quer chegar a São Vicente e passar o Natal junto da família.

Outro passageiro, Felisberto Silva, contou que adquiriu a passagem no início de Dezembro, tendo em conta o aumento da procura nesta época, de modo a evitar correr o risco de não encontrar bilhetes.

Conforme contou este passageiro, soube na segunda-feira, 23, na Barraca, quando foi se despedir de um amigo, que o barco esteve no domingo no cais com viagem para a capital.

Por isso, telefonou outro amigo que ia para Praia, alegando que se calhar houve alteração da sua viagem.

Entretanto, acrescentou ainda que fez a análise de que se houvesse modificação para aquele destino, significaria que poderia haver mudanças nas viagens seguintes.

Assim sendo, adiantou, prossegue a Inforpress, que começou a ligar para as agências a fim de certificar, mas as várias vezes que fez as ligações ninguém o atendeu.

Continuou que, quando atenderam informaram-no de que o barco já tinha partido e que nem que se antes tivesse chegado ao cais não iria conseguir viajar porque o seu bilhete esta “nulo”, o que significa que “não se encontrava no sistema”.

Felisberto Silva também questiona o sucedido e de como é possível se comprou o bilhete, emitido pelo funcionário, e agora aparece “nulo”.

“Casta de coisa é esta? Estou aqui desde as 7:30, quando chegou a funcionária nos pediu para esperarmos porque o sistema estaria bloqueado, e que não tinha nenhuma solução para nos dar. Agora pergunto como é que fico, e até quando, e os meus compromissos, se paguei tudo conforme o exigido”, finalizou Felisberto Silva.

O mesmo aconteceu para Maria de Livramento, que também tinha compromissos nesta viagem para a ilha do Sal.

“Comprei passagem no dia 06 de Dezembro, chego e fico a saber que a viagem foi antecipada, inclusive o barco que iria para o Sal fez outro trajecto para outra ilha. Fico a pensar onde está a responsabilidade, como é que vou conseguir viajar a ilha do Sal, e já agora quem é que vai se responsabilizar”, questiona a viajante, que disse achar “estranho anteciparem a viagem, sem avisar a tempo”.

Conforma ainda a Inforpress, realçou ainda que “ao chegarem na agência os funcionários não souberam dar nenhuma explicação”, aliás ressaltou que “os mesmos nem sabem da trajectória e do destino do barco”.

“É uma situação complicada, quem vai responsabilizar-se”, questionou.

Até ao final da tarde, a Inforpress voltou a contactar as mesmas fontes que garantiram que ainda não tinham obtido qualquer resposta da agência.

Por isso, disse que voltará hoje a solicitar “explicações e justificativas” à CV Interilhas, para que, “ao menos”, seja devolvido o dinheiro da passagem, de modo a tentar outra viagem e salvaguardar os compromissos agendados, conclui a fonte deste jornal.

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