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Boa Vista/Presidente da AOETBV: “Cenário do sector turístico é complicado e está praticamente parado” 20 Maio 2021

O presidente da Associação dos Operadores Económicos do Turismo da Boa Vista (AOETBV) considerou esta quarta-feira, 19, que o cenário do turismo “está complicado” e apontou “parado” como “adjectivo certo” para qualificar “a fraca actividade” do sector

Boa Vista/Presidente da AOETBV: “Cenário do sector turístico é complicado e está praticamente parado”

Conforme escreve a Inforpress, Ogínio Almeida, dirigente da Associação dos Operadores Económicos do Turismo da Boa Vista, criada há quase um ano, fez esta avaliação a comunicação social quando falava da inactividade de operações turísticas que advém da condição pandémica provocada pela covid-19.

Avançou que esta análise, que é feita igualmente pelos operadores turísticos da ilha que mantém esperanças, principalmente, destacou, devido às anunciadas expectativas do Governo de que em breve haverá actividades turísticas na ilha, resolvendo os problemas provocados por esta paragem do sector, relançando deste modo a economia.

“O cenário do turismo na ilha é complicado não tendo operações de turistas na Boa Vista, a palavra certa é parada. A economia não funciona”, comentou a referida fonte citada pela Inforpress.

A mesma fonte afiançou que os operadores económicos sentem lesados, certificando o encerramento de varias empresas, e que outros empreendimento turístico tem vindo a aguentar em lay-off.

Mas, assegurou, esta resistência dos empresários é feita com “muitas dificuldades”, ajuntando ainda que inclusive alguns têm vindo a acumular divida, devido a necessidade de recorrer a empréstimos bancários.

Entretanto, o dirigente associativo disse congratular-se com o alargamento da moratória concedida pelo Governo, mesmo para os que fizeram o empréstimo denominado de empréstimo covid-19, dívidas a serem pagas futuramente, “quando houver abertura turística”.

Neste sentido, apelou ao Governo a ter este facto em atenção, sugerindo que caso houver uma retoma do turismo, no Verão, ou em Outubro, que os bancos “não venham a cobrar logo de imediato”, tendo em conta que as empresas estarão “ainda sufocadas financeiramente”.

Este líder associativo considerou que “o ideal” seria as empresas terem um período de carência, para poderem começar a colocar as empresas “a funcionar devidamente”, e “só mais tarde começar a liquidar as dividas”.

Quanto ao desemprego provocado directamente pela inactividade turística, sector predominante na ilha, Ogínio Almeida disse esperar que “esta possível breve retoma turística” venha a assegurar “melhores condições” financeiras às famílias e que estas “saiam da dependência de outros para sobrevivência”.

Isto porque, conforme disse, “a maioria das pessoas está sem trabalho”, afirmando ainda que “há famílias que precisam de meios para resolver necessidades básicas”, e “deixar a dependência de terceiros para favores ou distribuição de cestas básicas”.

É que, segundo o presidente da AOETBV, “por mais que o poder local, associações ou o Governo ajudem as pessoas, não é digno viver dependente de cestas básicas”.

Por isso, Oginio Almeida reforçou o apelo sobretudo ao Governo e à Câmara Municipal da Bça Vista para “envidarem esforços” para colocar a ilha novamente na rota do turismo, para que, notou, as pessoas voltem a viver “com mais dignidade”.

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