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Boa Vista: Rabil acolhe marcha que homenageia jovem assassinada por ex-namorado 02 Novembro 2020

A localidade de Rabil acolheu a marcha “Chega de Gabrielas” para homenagear Gabriela Évora, assassinada pelo ex-namorado, ao mesmo que familiares e amigos pediram “um basta” a este tipo de crimes contra as mulheres em Cabo Verde.

Boa Vista: Rabil acolhe marcha que homenageia jovem assassinada por ex-namorado

De acordo com a inforpress, os familiares, entre outras pessoas presentes da Gaby, como era popularmente conhecida, uniram-se e deram início à marcha na localidade de Rabil, onde residia a jovem, de 31 anos, assassinada pelo ex-namorado no mês de Outubro.

Assim, houve uma primeira paragem na igreja de São Roque, o cortejo seguiu para um recôndito lugar na ribeira de Rabil, tendo os presentes colocado velas e flores, onde supostamente o indivíduo que já assumiu o crime terá enterrado os restos mortais de Gabriela Évora.

“A marcha teve como propósito chamar a atenção a todas as mulheres de Cabo Verde para denunciarem casos de violência doméstica “, disse o irmão da Gabriela, Luís Évora.

Neste sentido o mesmo afirmou, que Gabriela havia sido ameaçada de morte há já algum tempo pelo ex-companheiro, mas que, acrescentou, “somente após o assassinato da sua irmã, veio através de terceiros, a ter conhecimento das chantagens”.

Entretanto, Luís Évora disse “ter aconselhado a irmã a se separar”, já que o relacionamento não estava no bom caminho”, recordando ainda a denúncia que a mesma chegou de fazer na Esquadra, com os problemas conjugais que vinha sofrendo.

“Ela nunca se abriu comigo para me contar exactamente o que se passava. Depois de mais de um ano separado, o indivíduo continuou a persegui-la até a assassinar, cumprindo chantagem que a fazia”, explicou, ao mesmo que insistiu em pedir às mulheres que sofram ofensas conjugais para que, “sem medo”, denunciem aos familiares ou na polícia.

Luís Évora informou que o agressor confessou o crime, mas suplicou, juntando as vozes dos familiares e amigos, que “indique onde colocou os restos mortais” para que a família possa fazer um “enterro condigno”.

“Esta dor que temos não se apaga em nenhum tempo, foi uma morte brutal. Isto é doloroso demais. Já estou desgastado e não aguento mais. Peço que haja justiça as mulheres de Cabo Verde”, desabafou Luís Évora, que espera “celeridade na justiça e investigação para encontrar os restos mortais da irmã”.

Gabriela Évora, 31 anos, desapareceu a 14 de Outubro no trajecto cidade de Sal Rei/Rabil, quando, por volta das 10:00, foi às compras na cidade de Sal-Rei e “não regressou a casa”.

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