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Bolívia: Detida ex-presidente interina que fez cair Evo Morales em 2019 15 Mar�o 2021

Neste sábado, 13, a ex-presidente interina, Jeanine Anez, foi detida, com base num mandado emitido na véspera contra ela e cinco ministros acusados de "golpe de Estado e terrorismo" contra o ex-presidente Evo Morales. Esta detenção causa mais um sobressalto na Bolívia que vive sem paz desde a eleição presidencial de 2019, em que Morales tentou e venceu um contestável quarto mandato consecutivo.

Bolívia: Detida ex-presidente interina que fez cair  Evo Morales em 2019

A ex-presidente conservadora, que dirigiu o país de novembro de 2019 a novembro de 2020, "foi detida no seu esconderijo" na região amazónica de Trinidade, a 600 quilómetros da capital. Na mesma localidade, tinham sido detidos na sexta-feira, 12 os ex-ministros da Energia e da Justiça, Rodrigo Guzman e Alvaro Coimbra.

"Informo o povo da Bolívia que a sra. Jeanine Añez foi interpelada e está agora sob custódia da polícia", anunciou o ministro da Administração Interna Carlos Eduardo del Castillo no Twitter e Facebook.

A televisão boliviana mostrou imagens da antiga dirigente à chegada ao aeroporto da capital, La Paz, acompanhada do ministro Castillo e de um grande número de agentes da polícia nacional.

Antes de ser conduzida ao Ministério para interrogatório, Jeanine Añez dirigindo-se à imprensa protestou contra a sua detenção "ilegal", que classificou ainda de "abusiva" e "ato de perseguição polítiica".

Ditadura

"O governo acusa-me de ter participado num golpe de Estado que nunca aconteceu. O MAS decidiu regressar aos hábitos da ditadura", expressou Jeanine Añez também nas redes sociais pouco antes de ser detida.

Também de "ditadura" falou o socialista Evo Morales (2006-2019) que — ao denunciar a atuação dos que o acusaram de "sedição" e "terrorismo, para justificar a sua demissão — pediu "sanção exemplar aos responsáveis do golpe de Estado de novembro de 2019.

De igual modo, os ex-presidentes Carlos Mesa (2003-2005) e Jorge Quiroga (2001-2002), atores-chave na transição de poder para a presidente Añez, denunciaram em separado as condenações e o mandado de detenção.

"Estamos num processo de perseguição política pior que nas ditaduras", afirmou o ex-preesidente centrista Carlos Mesa no Twitter.

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Fontes: Clarín/EFE/L’Express. Relacionado: México: Evo Morales obrigado a deixar presidência da Bolívia já está no exílio, 12 nov.019; Bolívia: Morales obtém maioria com mais 10% que Mesa na eleição presidencial, mas EUA e UE pedem 2ª volta, 26.out.019; Bolívia: Morales demite-se sob pressão do Exército, 11.nov.019; México queixa-se ao TPI de cerco policial à embaixada e intimidação do novo poder na Bolívia a diplomatas, 28.dez.019; Bolívia: Evo Morales no exílio festeja vitória do MAS no parlamento e do candidato presidencial Luis Arce—"Regresso da Democracia", 20.out.020; Bolívia: Evo Morales regressa do exílio em triunfo — Dirigiu vitória do novo PR, 11.nov.020. Fotos: Jeanine Añez na cadeia em La Paz desde a noite de sábado, 13.3.2021. Em novembro de 2019, tomou posse como presidente interina.

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