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Bolívia: Evo Morales no exílio festeja vitória do MAS no parlamento e do candidato presidencial Luis Arce—"Regresso da Democracia" 20 Outubro 2020

O ex-presidente boliviano Evo Morales, exilado na Argentina desde novembro, celebrou a vitória do socialista Luis Arce, que obteve 51 por cento na primeira-volta da eleição presidencial de domingo, 18. O candidato da CC-Comunidad Ciudadana, Carlos Mesa, voltou a perder.

Bolívia: Evo Morales no exílio festeja vitória do MAS no parlamento e do candidato presidencial Luis Arce—

Evo Morales foi o diretor de campanha de Luis Arce (foto, à d.ta) e dos concorrentes parlamentares do MAS-Movimiento al socialismo/Movimento para o Socialismo. Luis Arce foi o ministro das Finanças em três mandatos de Morales e é tido como "o pai do milagre económico boliviano".

O ex-presidente está no exílio na Argentina, após o tumultuado processo eleitoral que o dava como vencedor na primeira-volta em novembro de 2019 (porque, segundo a lei boliviana, com 47,07% contra os 36,51% de Carlos Mesa tinha mais de 40 por cento e mais de dez pontos sobre o adversário).

Este domingo, além da vitória presidencial, "o MAS ganhou a maioria em ambas as câmaras do Parlamento Plurinacional", anunciou o ex-presidente e atual mandatário Morales, impossibilitado de votar pela justiça boliviana.

O discurso de vitória de Morales, na madrugada de segunda-feira veio muito mais tarde do que previra. Marcara-o para as 21H30 de domingo e, dada a demora, chegou a denunciar "uma tentativa para ocultar o triunfo, o grande triunfo do povo representado pelo MAS-IPSP".

"Quero destacar que se deu a vitória do MAS-IPSP. Hoje recuperámos a democracia. Recuperámos a Pátria", afirmou Morales que acompanhava a contagem na sede da CTA-Confederación de Trabajadores Argentinos (Confederação dos Trabalhadores Argentinos) em Buenos Aires.

"Lucho [Luis] será o nosso presidente e ele saberá resolver" a aguda crise social e económica da Bolívia "para voltar ao progresso", afirmou o mandatário não só de Arce mas de todos os candidatos do partido ao parlamento.

O país andino atravessa a sua pior crise económica dos últimos 40 anos, com uma contração prevista do PIB de 6,2% em 2020.

A pandemia de coronavírus na Bolívia, país de onze milhões de habitantes, já vai nas 139.771 infeções e 8.481 óbitos até hoje (2ªfª, 19). Destaca-se ainda o país andino por ter sido o primeiro a nível mundial a registar a primeira morte de um futebolista: Roman Guzman, de 25 anos, faleceu em junho ao fim de duas semanas a lutar contra a doença do coronavírus. O jogador do ’Universidade de Trinidad Club’, da segunda-divisão da Bolívia, tornou-se o primeiro caso de óbito por Covid-19 no mundo do futebol (Covid-19 vitima 1º futebolista, 03.jun.020).

Fontes: El País/Euronews/...Relacionado: México: Evo Morales obrigado a deixar presidência da Bolívia já está no exílio, 12.nov.019; Bolívia: Morales demite-se sob pressão do Exército, 11.nov.019; Bolívia: Morales obtém maioria com mais 10% que Mesa na eleição presidencial, mas EUA e EU pedem 2ª volta, 26.out.019. Foto: Evo Morales, o primeiro ameríndio a chegar à presidência. em 2006, anuncia a sua demissão em 10 de novembro de 2019.

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