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Bolívia: Autoproclamada presidente que depôs Evo Morales condenada a 10 anos de prisão 11 Junho 2022

Esta sexta-feira, um tribunal de La Paz condenou a ex-presidente interina Jeanine Áñez, de 54 anos, a cumprir a pena de dez anos de prisão, por ter liderado em 2019 o golpe de Estado que depôs o sexagésimo-quinto presidente da Bolívia, Evo Morales.

Bolívia: Autoproclamada presidente que depôs Evo Morales condenada a 10 anos de prisão

O Tribunal de Primeira Instância de La Paz, presidido pelo juiz Germán Ramos, anunciou esta sexta-feira que a presidente autoproclamada em novembro de 2019 foi condenada a dez anos de prisão "pelos crimes de resoluções contrárias à Constituição e violação de deveres".

A ex-senadora que em novembro de 2019 assumiu a presidência boliviana negou as acusações e anunciou que vai recorrer.

"Fiz o que tinha que fazer, assumi a presidência por compromisso... Faria de novo se tivesse a oportunidade", afirmou a política conservadora, no fim do julgamento. "Todos sabem que sou inocente".

O seu mandato presidencial, de menos de um ano, foi marcado por dezenas de manifestações de protesto em massa, por uma suposta fraude eleitoral denunciada pela OEA-Organização dos Estados Americanos.


Presidente ameríndio ante UE, EUA

Em 2013, seis anos antes da ação concertada entre a União Europeia e os Estados Unidos de apoio à Jeanine Áñez como vice-presidente-interina da Bolívia, ocorreu um incidente diplomático demonstrativo do quanto o presidente Evo Morales, então no segundo mandato, era persona não grata no ’Ocidente’.

Foi em 2013 que se deu esse incidente diplomático. Evo Morales no seu regresso de Moscovo foi impedido de fazer escala e sobrevoar espaço aéreo em vários países: EUA, Espanha, França, Itália, Portugal. O ministro de Defesa, Paulo Portas, foi ao parlamento luso explicar que a decisão resultou da suspeita de que Edward Snowden (que em 2022 continua refugiado na Rússia) seguia a bordo do avião de Evo Morales.

O mundo pôde assistir então à ação nacional boliviana de retaliação perante a humilhação infligida ao seu presidente: as bandeiras desses países, incluindo a portuguesa, foram queimadas na capital, La Paz.
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Fontes: Clarín/EFE/L’Express. Fotos: Jeanine Añez na cadeia em La Paz desde 13.3.2021. Quinze meses depois é condenada a cumprir 10 anos de prisão — menos 2/3 que os 30 anos pedidos pelos manifestantes acampados em frente ao Tribunal de Primeira Instância de La Paz. Juan Evo Morales, o 65º presidente da Bolívia (2006-2019), é o primeiro indígena a chegar à chefia do Estado.

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