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Bolsa de Cabo Verde realiza mais do dobro de emissões de títulos este ano – presidente 05 Dezembro 2022

A Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) realizou este ano nove emissões de títulos, mais do dobro da média anual, informou hoje o presidente da instituição, que quer chegar às 10 já no próximo ano.

Bolsa de Cabo Verde realiza mais do dobro de emissões de títulos este ano – presidente

Durante a apresentação do resultado da oferta particular de subscrição de um empréstimo obrigacionista ao International Investment Bank Cabo Verde (iibCV), no valor de 290 milhões de escudos cabo-verdianos (2,6 milhões de euros), Miguel Monteiro lembrou que a média anual de emissões vinha sendo de quatro, mas de janeiro a novembro a BVC já operou nove emissões de títulos distintos.

“Mas estamos insatisfeitos, contamos, no próximo ano, ir muito mais longe”, traçou o presidente da bolsa, que no próximo ano completa 25 anos de existência.

Das nove emissões, deu conta que oito referem-se a empréstimos obrigacionistas, a favor de cooperativas e empresas, incluindo três emissões sustentáveis e duas emissões obrigacionistas municipais.

Em declarações anteriores, Miguel Monteiro disse que a perspetiva é de atingir “pelo menos” 10 emissões anuais.

Na sua intervenção de hoje, o presidente voltou a frisar que a bolsa ultrapassou este ano e pela primeira vez os 100 mil milhões de escudos (907 milhões de euros) de capitalização bolsista, impulsionada pelo crescimento das emissões.

Com a operação do iibCV, e sem contar com as emissões do tesouro, que já ultrapassam os 20 mil milhões de escudos (181,4 milhões de euros), o presidente disse que através da Bolsa de Valores de Cabo Verde já foram mobilizados cerca de 3,2 mil milhões de escudos (29 milhões de euros) em operações de financiamento para empresas e municípios.

“Ao longo destes anos, com enfoque nos últimos dois anos, a BVC tem servido a economia real, apresentando alternativas de financiamento e investimentos sustentáveis e tradicionais, através da emissão e negociação de ações, bilhetes de tesouro e obrigações, e estamos cada vez mais engajados em cumprir a nossa missão”, prometeu.

E disse ainda que a bolsa está “fortemente empenhada” em ter um papel reforçado no financiamento à economia e contribuir de forma cada vez mais significativa para o processo de desenvolvimento sustentável de Cabo Verde.

Também pretende posicionar o país como uma “verdadeira plataforma” de financiamento sustentável na sub-região oeste africana e de referência mundial, esperando, para isso, contar com o contributo e participação de todos.

A Bolsa de Valores de Cabo Verde foi criada em maio de 1998 e conta ainda com quatro empresas cotadas, com destaque para o Banco Comercial do Atlântico (BCA, detido pelo grupo Caixa Geral de Depósitos) e para a Caixa Económica, e outras que emitem obrigações. A Semana com Lusa

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