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Crise UK-RPC: Boris Johnson promete 3 milhões de vistos especiais a Hong Kong onde Pequim proíbe pela 1ª vez a celebração do ’4 de Junho’ 05 Junho 2020

O primeiro-ministro britânico prometeu, na 4ªfª, 3, mudar as leis de imigração para facilitar a entrada no país europeu a três milhões de residentes em Hong Kong — território insular, cuja autonomia está sob ameaça com a nova lei da soberania nacional chinesa. Em artigo de opinião no ’South China Morning Post’, Boris Johnson escreveu que "se a China impuser a sua lei da segurança nacional, o governo britânico vai ter de mudar as leis da imigração".

Crise UK-RPC: Boris Johnson promete 3 milhões de vistos especiais a Hong Kong onde Pequim proíbe pela 1ª vez a celebração do ’4 de Junho’

A proibição, no dia 4 de junho, da vigília anual em memória dos caídos em Tiananmen em 1989, é o sinal mais intenso de que a mão férrea de Pequim sobre Hong Kong continua. É a primeira vez que "O 4 de Junho" é proibido na região especial chinesa.

Após as restrições do ano passado — Massacre de Tiananmen foi há 30 anos. Pequim assume-o pela 1ª vez como "decisão correta",03.jun.019 —, proibir a celebração é um rude golpe que as autoridades chinesas aplicam ao princípio "Um país, dois sistemas" que foi negociado na recessão à China da antiga colónia britânica em 1997.

A Lei Básica de Hong Kong, que é a materialização da Declaração Conjunta (Reino Unido-China) sob a égide da ONU, "tem sofrido sucessivos golpes à sua liberdade" desde há um ano — (Hong Kong em fúria contra lei de extradição para China onde "Justiça é desigual e opaca", 10.jun.019) —, o que tem levado os cidadãos à rua.

Na quinta-feira, 28, hongkonguenses voltaram a sair à rua — (foto); Parlamento chinês aprova lei da segurança nacional — Hong Kong perde em autonomia, em parcerias, 28.mai.020 — em protesto contra a nova lei da segurança nacional naquele território, que proíbe "qualquer ato de traição, separação, rebelião, subversão contra o Governo Popular Central, roubo de segredos de Estado, a organização de atividades em Hong Kong por parte de organizações políticas estrangeiras e o estabelecimento de laços com organizações políticas estrangeiras por parte de organizações políticas de Hong Kong".

"Muitos cidadãos em Hong Kong sentem que a sua maneira de viver — que a China jurou respeitar — está sob ameaça", prossegue Johnson. "Se a China avançar no sentido de justificar esse receio, então a Grã-Bretanha não pode em boa consciência encolher os ombros e não olhar; ao invés, iremos honrar as nossas obrigações e providenciar uma alternativa", lê-se na coluna de opinião do ’South China Morning Post’, o diário anglófono mais lido em Hong Kong.

Pequim ameaça Londres com retaliação

As autoridades de Pequim já reagiram à tomada de posição do governo britânico, que consideram "autoritária", própria do seu passado de colonizador. Afirmam que é à China que compete decidir sobre a segurança nacional em Hong Kong e que a ligação britânica ao território representa tão-só "a colonização agressiva e os tratados desiguais".

"Advertimos o Reino Unido que deve recuar" no que Pequim classifica como "uma tentativa inaceitável de interferir nos assuntos internos da China", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Zhao Lijian.

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Fontes: SCMP/BBC… Relacionado: Portugal é saída para investidores de Hong Kong em pânico ante nova lei chinesa, 03.jun.020; Hong Kong: Caos marca 22 anos de retrocessão a RP China, 03.jul.019. Fotos: O governo de Boris Johnson acena com o passaporte britânico a cidadãos de Hong Kong, onde estes últimos dias recrudesceram os protestos contra a RP China que já levam um ano.

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