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Brasil: 25 candidatos a vereador e prefeito assassinados nas eleições 2020 — Violência é habitual 15 Novembro 2020

O maior país da Lusofonia escolhe os eleitos municipais este domingo, 15. E como já se tornou hábito no Brasil, contam-se 25 candidatos assassinados até à véspera do plebiscito. O mesmo número de 2008, mas menor que as 23 vítimas de 2016 ou as dezasseis de 2012.

Brasil: 25 candidatos a vereador e prefeito assassinados nas eleições 2020 — Violência é habitual

"Este ano há mais volume [de crimes] e está mais visível. Tivemos alguns casos de políticos que sofreram atentados ao vivo, enquanto faziam transmissões ao vivo — então é uma violência que perdeu o medo de se mostrar", lê-se no site do cientista político Felipe Borba, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e coordenador do Grupo de Investigação Eleitoral (GIEL) da universidade.

O professor Borba, que publica periodicamente boletins sobre violência política e eleitoral no seu site e também coordena projetos de pesquisa sobre o assunto, tem constatado que o calendário das eleições municipais é acompanhado de violência contra políticos, exponencialmente maior que nas eleições gerais.

Ameaças e assassinatos contra candidatos, conclui, têm estado presentes em toda a história do Brasil quando se trata de eleger para os cargos de vereador e prefeito.


Eleições municipais são historicamente mais arriscadas para políticos no Brasil

A previsão do cientista político é que o número de homicídios pode este ano crescer até dia 29 em que se realiza a segunda-volta das autárquicas — apenas nas 95 cidades com mais de 200 mil eleitores e só no caso de nenhum candidato atingir o mínimo de votos que é de 50 por cento mais um.

"A intensidade da violência eleitoral tende a ser maior quanto mais próximo estiver o dia da eleição", explica Borba.

5570 municípios, 67,8 mil cargos

Os 5.570 municípios do país elegem os seus representantes a cada quatro anos — este ano 5.570 prefeitos, 5.570 vice-prefeitos e 56,6 mil vereadores disputam os 67,8 mil cargos —, por meio do sufrágio universal e pelo voto direto e secreto.

O voto é obrigatório, exceto para maiores de 16 anos e menores de 18 anos, maiores de 70 anos e os analfabetos que só votam se quiserem.

Um Bolsonaro candidato

Na reta final da campanha eleitoral, o presidente da República, Jair Bolsonaro, usou o seu perfil no Facebook neste sábado, 14, para pedir votos para aliados, mas não fez referência ao filho, Carlos Bolsonaro, que disputa a reeleição como vereador no Rio de Janeiro pelo partido Republicanos.

Nos últimos dias, o presidente tinha todavia pedido votos para o "zero dois" em publicações e transmissões ao vivo nas redes sociais.


Ninguém pode ser preso

É proibido deter um candidato, nos quinze dias anteriores ao ato eleitoral. A exceção será em caso de flagrante ato criminoso.

Nenhum eleitor pode ser preso ou detido de terça 10 até terça 17 — ou seja a partir do quinto dia anterior à eleição e até 48 horas após o término da votação.

Essa proibição é determinada pelo Código Eleitoral (Lei 4737/1965). Contudo, permite a detenção nos casos de flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto. Fontes: Agência Brasil/BBC/Site do Tribunal Superior Eleitoral.

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