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Brasil: 71 camponeses assassinados – “Democracia já tem 1904 mortes políticas no campo”, diz CPT 05 Junho 2018

Conflitos agrários causaram só em 2017 um total de setenta e uma mortes. Os dados provêm da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e estão, desde esta segunda-feira, 4, a ter uma larga divulgação internacional.

Brasil: 71 camponeses assassinados – “Democracia já tem 1904 mortes políticas no campo”, diz CPT

Mais trinta e cinco assassinatos tinham ocorrido de maio a dezembro de 2016, após a queda de Dilma Rousseff, em 12 maio, data em que Michel Temer assume a Presidência da República.

A situação piorou em 2017. Segundo a CPT, mais de setenta pessoas foram assassinadas por lutarem pela reforma agrária e reivindicarem os seus territórios tradicionais. Esse número pode aumentar se outras dez mortes sob investigação se confirmarem como assassinatos políticos.

A CPT, observatório ligado à Igreja Católica do Brasil, indica que, entre 1985 e 2017, mil novecentas e quatro pessoas (1904) foram mortas por conflitos agrários.

Disputa por terra

O referido observatório indica que esses quase dois mil assassinatos não decorrem de conflitos comuns (por exemplo, brigas entre trabalhadores rurais): referem-se, sim, a camponeses e lideranças assassinados no decorrer da luta pela reforma agrária e reivindicação dos seus territórios tradicionais.

Fontes: site da CPT/Le Monde/Reuters. Foto: Enterros sucederam-se após o ’Massacre de Pau d’Arco’, com dez vítimas (uma delas, mulher) mortas pela polícia, no estado do Pará, em 24 de maio de 2017.

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