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Brasil: A incógnita da segunda-volta — Rejeição de Haddad iguala a de Bolsonaro 02 Outubro 2018

O vencedor da primeira-volta da eleição presidencial, no próximo domingo, 7, só não será Bolsonaro, com 28,2 por cento, se acontecer algo de todo imprevisível. Os 25,2% de Haddad mostram um salto notável na última semana e deixam muito para trás os mais diretos adversários, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. Mas as sondagens mostram que o candidato petista é o menos provável vencedor na segunda-volta de 28 de outubro.

Brasil: A incógnita da segunda-volta  — Rejeição de Haddad iguala a de Bolsonaro

O candidato impossibilitado de fazer campanha desde há um mês, por ter sido esfaqueado por um homem que diz ter sido enviado por Deus, lidera as preferências do eleitorado por 28 por cento. Mas sem ter melhorado a pontuação e dado o avanço de Haddad está em empate técnico.

Qual a possibilidade de Haddad vencer a segunda-volta? As sondagens mostram uma rejeição tão grande para os dois prováveis candidatos na segunda-volta. Mesmo com a subida nas intenções de voto nas últimas semanas, a rejeição tem-se mantido na ordem dos 40 por cento do eleitorado.

Debate sobre o que disse Bolsonaro: “Não aceito resultado diferente da minha eleição”

A TV Record reuniu no domingo, 30, oito dos treze candidatos à presidência da República do Federal: Alvaro Dias, Cabo Daciolo, Ciro Gomes, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles e Marina Silva.

Ausente do debate, por razões médicas — logo desmistificadas por Ciro Gomes que afirmou ter também sido submetido a uma cirurgia na semana anterior, e estar debilitado —, Bolsonaro acabou por estar muito presente.

Na primeira parte, os candidatos tiveram de responder à pergunta sobre o que acham da declaração feita por Bolsonaro na véspera.

Todos foram unânimes em condenar tais declarações. Para Marina Silva, a frase de Bolsonaro é um “desrespeito à democracia”.

A candidata que foi ministra da Ecologia, no primeiro mandato de Lula, considerou que “Bolsonaro vem sendo desconstruído pelas suas atitudes, pelos seus próprios atos”.

Guilherme Boulos, do PSOL, felicitou a iniciativa #EleNão, organizada por um movimento femininsta e que no sábado levou milhões de brasileiras às ruas das principais cidades para rejeitar o candidato Bolsonaro.

Radicalismo do PT é culpado do radicalismo de Bolsonaro

Na segunda parte do debate, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, foi também um dos mais visados da noite pelos restantes candidatos presidenciais que foram unânimes em atribuir a ascensão da extrema-direita aos erros das governações de Lula e Dilma.

Guilherme Boulos do PSOL criticou a aliança do candidato do PT com Eunício Oliveira e Renan Calheiros, associados ao presidente Michel Temer. “Um dos maiores erros do PT foi governar com Temer. Desta forma até pode ganhar uma eleição, mas nem toda a vitória eleitoral é uma vitória política”, disse Boulos.

Fontes: Globo/R7/https://noticias.r7.com/.../pesquisa-mdacnt-bolsonaro-e-haddad-empatados-30092018 Foto: 8 candidatos em debate, da esqª -d.ta: Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede); (em baixo) Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) Guilherme Boulos (PSOL) e Benevenuto Dacíolo Fonseca dos Santos, mais conhecido como Cabo Dacíolo (Patriota).

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