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Brasil: Números altos de contágios e óbitos, vacinas a ritmo lento — Esperança na compra de 10 milhões da Sputnik-V 09 Fevereiro 2021

9.524.640 casos de infeção e 231.561 óbitos hoje o Brasil no terceiro e segundo lugar do ranking mundial de Covid-19. A vacinação continua lenta: é 11º, com apenas 1,7 de vacinados por milhão. Mas há esperança: as negociações entre a Anvisa e o consórcio farmacêutico brasilo-russo resultou já na aprovação (condicionada) da vacina Sputnik-V, ainda este mês, para se iniciar a imunização com as primeiras quatrocentas mil doses no próximo mês, março.

Brasil: Números altos de contágios e óbitos, vacinas a ritmo lento — Esperança na compra de 10 milhões da Sputnik-V

O Ministério da Saúde do Brasil anunciou na sexta, feira, 5, que o país vai comprar 10 milhões de doses da Sputnik-V, a vacina anti-Covid-19 desenvolvida na Rússia pelo Instituto Gamaleya e cuja introdução no Brasil envolve a farmacêutica brasileira União Química.

Contou para esta decisão do governo brasileiro o facto de que a vacinação continua lenta — no ranking mundial, o país é 11º, com apenas 1,7 de vacinados por milhão. Isto quando se registam 9.524.640 casos de infeção e 231.561 óbitos,

Perante os números que confirmam o maior país da Lusofonia no terceiro e segundo lugar do ranking mundial de Covid-19, não admira que as negociações ao longo das duas últimas semanas entre a Anvisa e o consórcio farmacêutico brasilo-russo tenham sido aceleradas.

A aprovação da vacina Sputnik-V, ainda este mês, abre perspetivas boas para o arranque da imunização com a ’vacina russa’ no próximo mês, março.


Simplificação do processo. Sem 3ª fase

O Ministério da Saúde reconhece que a decisão de avançar as negociações decorreu da simplificação do processo de concessão de uso emergencial e temporário de vacinas. Por esse meio, a Anvisa pôde autorizar a dispensa de estudos clínicos da fase 3.

Contudo, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse que a compra da vacina ainda está também condicionada ao seu custo: "Iremos contratar e comprar 10 milhões de doses se o preço for plausível, e efetuaremos o pagamento após a Anvisa dar a autorização para uso emergencial da Sputnik-V, fazendo a disponibilização imediatamente aos brasileiros".

Segundo o ministério, pelo cronograma, o país receberia 400 mil doses uma semana após a assinatura do contrato de compra. Outros dois milhões estariam no Brasil um mês depois e mais 7,6 milhões ao longo do segundo e terceiro meses.

O secretário-executivo disse ainda que o ministério estuda a aquisição da vacina produzida pela União Química no Brasil. A expectativa é que o laboratório consiga produzir, a partir de abril, oito milhões de doses.

"Futuramente, a depender dos entendimentos que tivermos com a União Química, interessa-nos também adquirir a produção que a empresa vier a fazer no Brasil dessa vacina", disse Franco.

Fontes: Agência Brasil/Worldometers/ Our Worldindata. Relacionado: Rússia inocula ... 1ª dose da vacina Sputnik-V em Moscovo — Só 9% quer vacinar-se já, 06.dez.020. Foto: Versão pré-comercial da vacina russa. A Sputnik-V, com mais de 90 por cento de eficácia, já tem mais de 40 países interessados na sua aquisição e as doses encomendadas ultrapassam 1,2 mil milhões segundo a agência noticiosa russa. O preço de exportação é inferior a dez dólares/dose, o que é metade do valor das vacinas da Pfizer e Sinopharm, e 2,5 vezes mais barato do que a da Moderna.

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