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Brasil: Assessor do Presidente partilha gesto ’racista’ de australiano que matou 51 pessoas em mesquita da Nova Zelândia 27 Mar�o 2021

O mesmo gesto nas fotos — a mais recente é de ontem, quarta-feira 24 no Senado em Brasília —, a mesma referência ao símbolo "WP", white power/supremacia branca, liga o brasileiro Filipe Martins, assessor especial de Jair Bolsonaro no Itamaraty, e o terrorista australiano Brenton Tarrant que matou 51 pessoas na Nova Zelândia em março de 2019.

Brasil: Assessor do Presidente partilha gesto ’racista’ de australiano que matou 51 pessoas em mesquita da Nova Zelândia

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), indicou hoje a Polícia do Senado para instaurar "um procedimento de investigação contra o assessor".

Esta não é a primeira vez que Filipe Martins, de 31 anos, assessor especial para assuntos internacionais da Presidência do Brasil, manifesta o seu apoio ao terrorista australiano Brenton Tarrant, que aos 28 anos matou 51 pessoas em duas mesquitas de Christchurch na Nova Zelândia.

A primeira vez foi poucos dias depois do massacre de 15 de março de 2019, quando foram divulgados trechos do manifesto do terrorista ustraliano que apela "à luta contra os estrangeiros", os de "outras culturas" que "ameaçam de morte [a cultura ocidental]".

Segundo a imprensa brasileira de referência, Martins atualizou a sua foto de perfil nas redes sociais com um dos poemas que acompanham o manifesto de Tarrant e o que seria uma imagem ilustrativa do tema do ataque cultural.

Presidente irritou-se

Há um ano, em fevereiro de 2020 à entrada do Palácio da Alvorada, o presidente Bolsonaro irritou-se e pediu ao cidadão que apagasse a foto em que fazia o sinal com a mão esquerda.

"Esse gesto aí… [inaudível] gesto bacana, mas pega mal para mim". Então, um segurança do presidente disse: "Apaga essa foto aí".

Fontes: Folha de S. Paulo/UOL/Revista Fórum. Relacionado: "Alívio" na Nova Zelândia com pena perpétua ao 1º terrorista — Atentado às mesquitas com centenas de vítimas, 51 morreram, 28.ago.020. Foto (captação da TV Senado): O gesto do assessor de Bolsonaro levou já diversas organizações antissemitas a protestar contra o gesto símbolo dos ’supremacistas brancos’. Há um ano, o presidente irritou-se e pediu ao cidadão que apagasse a foto em que fazia o sinal com a mão esquerda na entrada do Palácio da Alvorada

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