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Brasil: Bolsonaro defende armas na data comemorativa do Dia dos Mortos 03 Novembro 2020

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, voltou a defender esta segunda-feira,02, quando se comemora o Dia dos Mortos no Brasil, que a população compre armas, uma das bandeiras do seu Governo.

Brasil: Bolsonaro defende armas na data comemorativa do Dia dos Mortos

“As pessoas armadas nunca serão escravizadas”, escreveu o Presidente, numa mensagem que partilhou no seu perfil oficial no Twitter.

Bolsonaro, líder da extrema-direita brasileira, promove, desde que assumiu o poder, em janeiro de 2019, uma política pró-armas e a favor da "autodefesa" como fórmula de combate à violência no país.

Chegou a flexibilizar, via decreto, as regras de compra e porte de armas de fogo no Brasil, mas encontrou resistências dos poderes legislativo e judiciário, que alteraram ou derrubaram algumas dessas iniciativas.

O Presidente fez esse novo apelo a favor das armas ao mencionar uma notícia da revista Veja que garante que o seu filho Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, trabalhou para reduzir "o controlo de armas e munições no país".

Segundo a revista, Carlos Bolsonaro teria participado em "reuniões oficiais" para evitar que as regras de rastreamento de armas e munições fossem mais rigorosas.
O chefe de Estado disse que “se a Veja pretendia bater negativamente” no filho dele, “deu um tiro no próprio pé”.

“Muitos trabalharam e continuam trabalhando para evitar o desarmamento que ocorreu nos moldes de outros governos”, acrescentou na mensagem, na sua conta no Twitter.

A publicação coincide com a comemoração do Dia dos Mortos, marcado este ano pela memória das vítimas do novo corona vírus no Brasil, país onde já foram registados 160.074 mortos e 5.545.705 infetados pela doença.

O Brasil é o segundo país com maior número de mortes relacionadas ao covid-19, atrás dos Estados Unidos, e o terceiro com o maior número de casos confirmados, atrás dos Estados Unidos e da Índia.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro minimizou a gravidade da pior crise sanitária do século e censurou o uso de máscaras e medidas de distanciamento social por considera-las negativas à economia do país.

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