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Brasil: Bolsonaro referiu Holocausto ’’perdoável’’ — Israel repreende-o 16 Abril 2019

O presidente do Brasil esclareceu, no domingo 14, "ao povo de Israel" : «o que deixei escrito no livro de visitantes do Memorial do Holocausto em Jerusalém foi "Aquele que esqueceu seu passado está condenado a não ter futuro". Portanto, qualquer outra interpretação só interessa a quem quer me afastar dos amigos judeus».
Mas... as palavras escritas de Bolsonaro diferem das proferidas, de viva voz, na quinta-feira, 11, durante um culto evangélico, no Rio e que teve repercussão através dos ‘media’ internacionais.

Brasil:  Bolsonaro referiu Holocausto ’’perdoável’’ — Israel repreende-o

O ‘Memorial Yad Vashem’ — que Bolsonaro visitou no início deste mês, ao lado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para lembrar os "mais de seis milhões de judeus mortos pelos Nazis durante o Holocausto" — não deixou passar em brancas nuvens a afirmação bolsonariana de que o facto histórico seria "perdoável" embora "para não esquecer".

O presidente israelita Reuven Rivlin — que ante a deriva ultradireita tem repetido que "o Estado de Israel é judeu e democrático, mas não só para os judeus" — também expressou a sua reprovação, na antevéspera, sexta-feira, 12, ante essa afirmação de Bolsonaro, repercutida nos media internacionais, de que os crimes do regime nazi contra os judeus podem ser perdoados.

"Ninguém ordenará ao povo judeu que perdoe". "Isso é inegociável, quaisquer que sejam os interesses" em jogo, avisou Rivlin ao seu homólogo brasileiro.

O presidente do Brasil dirigiu, dois dias depois da reação israelita, uma mensagem "ao povo de Israel" colocada no Facebook do embaixador israelita em Brasília. Esclarece que "o perdão, é algo pessoal, nunca num contexto histórico como no caso do Holocausto, onde milhões de inocentes foram mortos num cruel genocídio".

Gaffes históricas

A afirmação de Bolsonaro de que o Nazismo é uma ideologia de esquerda teve destaque internacional. Os historiadores estabeleceram já que o regime que matou seis milhões de judeus não é um regime de esquerda.

Os historiadores descrevem o passado e investigam o que aconteceu" enquanto que os "líderes políticos são responsáveis por formar o futuro. Nenhum deve interferir no território do outro", escreveu o presidente Rivlin na sua conta Twitter.
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Fontes: Times of Israel/Haaretz/Jerusalem Post/huffpost/bolsonaro-holocaust-israel-125017348.html, Rebuked By Israel, Brazil’s Bolsonaro Clarifies Suggestion Holocaust Was Forgivable/apnews.com/Bolsonaro: Holocaust crimes can be forgiven, not forgotten/

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