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Brasil: Encontrado fóssil de dinossauro com “cabelo” e “hastes” nos ombros 17 Dezembro 2020

Foi encontrado no Brasil, um fóssil de dinossauro com “cabelo” e “hastes” a saírem-lhe nos ombros. Os investigadores revelam que é primeiro do seu tipo com penas na América do Sul e que tinha o tamanho de uma galinha, andava em duas patas, exibia uma juba impressionante.

Brasil: Encontrado fóssil de dinossauro com “cabelo” e “hastes” nos ombros

Conforme noticia o Notícias ao Minuto, o dinossauro pertencerá ao período Cretáceo e sobreviveria à base de insetos e pequenos vertebrados como sapos e lagartos. “Por dentro tinha um esqueleto muito semelhante a pequenos dinossauros do período Jurássico anterior, mas por fora era tudo menos comum”.

Chamado Ubirajara jubatus, os investigadores revelam que tinha uma juba de algo semelhante a cabelo, ao mesmo tempo que ostentava duas estruturas tipo hastes rígidas a saírem-lhe dos ombros, provavelmente feitas de queratina, a mesma substância de que são compostos os cabelos e as unhas.

"Existem muitos dinossauros estranhos, mas este é diferente de qualquer um deles", assumiu, em declarações à Reuters, o professor de paleobiologia David Martill, da Universidade de Portsmouth, em Inglaterra, que ajudou a conduzir o estudo sobre o animal publicado na revista científica Cretaceous Research, citado pelo NM.

Ainda, de acordo com os estudiosos, a juba com “cabelo”’ do Ubirajara jubatus aparenta ser feita de uma forma rudimentar de penas chamadas protopenas. “Não era cabelo verdadeiro, uma característica exclusivamente mamífera. Muitos dinossauros tinham penas, aliás, os pássaros evoluíram de pequenos dinossauros com penas há cerca de 150 milhões de anos. Mas "provavelmente à distância parecia mais peludo do que com penas", acrescentou David”, conforme escreve a nossa a mesma fonte.

Sabe-se que as “hastes” poderiam ser utilizadas para adorno, para atrair companheiros ou intimidar adversários, explicou o investigador, dando o exemplo das penas dos pavões. "Estas fitas que parecem sair-lhe dos ombros não se parecem com nada que já tenha visto na natureza antes", referiu ainda, acrescentando que o animal terá vivido há cerca de 110 milhões de anos.

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